Passos Coelho é um campeão
Há ou não há uma crise de desemprego sem precedentes neste país? É ou não é verdade que a OCDE prevê que, no final do ano, estarão sem trabalho 650 mil portugueses? E isto não significa quase 12% de população activa sem produzir? Não teremos famílias e famílias a viver do Estado, dos subsídios de desemprego, e a consumir muito pouco do que o mercado tiver para vender? Isso não é, inevitavelmente, calamitoso?
E as empresas que, nos últimos três anos, puseram na rua 210 mil trabalhadores? Tiveram alguma dificuldade em fazê-lo? Não chegaram a Tribunal de Trabalho com argumentos tão vagos quanto o das "dificuldades conjunturais" ou o da "necessidade de redimensionamento"? Não conseguiram os
A viola do dia
Um duelo divertido de guitarras eléctricas: Carlos Santana, Jeff Beck e Steve Lukather. Peço desculpa pelo corte abrupto no final do vídeo
A viola do dia
No tempo da televisão a preto e branco o professor Duarte Costa – com uma viola cujos carrilhões de afinação bem precisavam de um bocadinho de óleo – mostra as suas habilidades numa espécie de “pot pourri” de clássicos.
Como acabar com este atraso de vida
A famosa reforma educativa de Maria de Lurdes Rodrigues, espremida, não significava mais do que arranjar maneira de reduzir as despesas do Estado com a educação pública. O resto, imaginativo, erudito e hipócrita, era um exercício de malabarismo para defender, ideológica, legal e pedagogicamente, a odisseia. Quantos
A viola do dia
Outra vez o miúdo sul-coreano, Sungha Jung. Ele aqui toca um tema do filme “Piratas das Caraíbas”… O puto é incrível!
A viola do dia
Paco Pena foi um ídolo nos anos 70 e 80, sobretudo depois de ir viver para Londres. A divulgação do flamenco deve-lhe muito.
A viola do dia
A vIola do dia
Pedro Jóia, um amigo de Portugal, gravou esta versão “flamencada” do tema “Verdes Anos” do nosso Carlos Paredes. Isto gerou uma discussão entre os que acham estarmos perante um atentado a Paredes e à sua música e os que adoraram esta experiência pouco canónica.
O caixão de Gabriela Canavilhas
Um país perde competitividade se não tiver actores, músicos, cantores, escritores, encenadores, pintores, escultores, bailarinos e cineastas que trabalhem e produzam regularmente, de forma a que surjam de vez em quando alguns cidadãos que façam parte do topo mundial da criação artística.
Portugal seria materialmente mais pobre, menos interessante, menos apelativo se não tivesse para oferecer ao mundo o prestígio, a referência, os nomes, os trabalhos e as obras de José Saramago, Manoel de
A viola do dia
Andei triste e, por isso, deixei-me de músicas… Agora estou melhorzito e volto ao assunto.
Eis um belo momento da guitarra de Coimbra, através do professor Edgar Nogueira, classificado aqui como “o melhor músico de guitarra portuguesa no mundo”
Ricardo Rodrigues, o moralista
Nada tem de surpreendente a alegação do deputado socialista como, aliás, nada têm de surpreendentes as conclusões do deputado bloquista: não se esperaria outra coisa de quem está no partido do Governo - apoio incondicional ao primeiro-ministro, mesmo se este não tiver razão - nem de quem está na oposição - prosseguir na estratégia de fragilização do líder do Executivo, mesmo se ele até tiver razão.
O que é surpreendente é ser este deputado socialista, este Ricardo Rodrigues, o homem que está a tentar dar lições de moral aos deputados da oposição. Para quem esteja distraído, recordo que este é o mesmo
Coisas sem preço, como a honra
A dada altura, Ricardo Salgado, dirigente máximo do Banco Espírito Santo e crónico candidato a pessoa mais influente do País, declarou, lapidar: "Tudo tem um preço, menos a honra." Faria de Oliveira, líder da
Uma ironia do destino...
Agora, após o fecho do jornal, recebi um elogio, totalmente inesperado, de Óscar Mascarenhas, antigo presidente do Conselho Deontológico e o melhor especialista nesta matéria que temos em Portugal.
É uma ironia receber este elogio, de onde não esperava, após tantas omissões pelo silêncio, de onde também não esperava.
Reproduzo o artigo do Óscar, que muito me sensibilizou, publicado no Jornal de Notícias a 5 de Julho passado com o título "O nome do palácio":
"O 'Público' e o 'Diário de Notícias' titularam algo como: «Primeira visita oficial do Presidente Cavaco Silva é ao Hospital da Estefânia.» O '24Horas' fez diferente: «Cavaco visita Hospital da Estefânia para pagar
Será que vão prender Sócrates?
Aqui há uns dias, na estação do Marquês de Pombal, ouvi pela primeira vez uma réplica portuguesa. Era tão comprida que nem consegui decorar. Pareceu-me isto: "Esteja atento, nas entradas e nas saídas, ao intervalo entre o comboio e o cais..." Bolas! À quarta palavra já me perdi, já não sei o que me querem dizer, já vou, aliás, na escada rolante. Este vício talvez seja indelével ao carácter português. Tem um nome: complicador.
O complicador mais relevante da última semana foi ligado quando José Sócrates utilizou, na Portugal Telecom, a golden share (vejam como esta expressão, simples, teria mesmo de ser inglesa...). O primeiro-