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E eles já gritam: “Vêm aí os russos. Viva!”

Estranhei a diligência, a pressa e, palpita-me, a alegria com que as autoridades portuguesas divulgaram duas passagens, a 160 quilómetros da costa portuguesa, de bombardeiros russos e o envio, por ordem da NATO, de caças F-16 nacionais para os vigiarem.

Os testes que Putin mandou fazer à velocidade de resposta das forças ocidentais nada intencionam de bom, é claro, mas o espalhafato feito com este e outros incidentes recentes contrasta com o tradicional secretismo que a Aliança Atlântica impõe a estes assuntos.

Conta a história que o presidente norte-americano, Dwight Eisenhower, um republicano crítico dos défices do Estado, atrapalhado com uma economia anémica, gastou dinheiro dos contribuintes em obras públicas como nem o despesista Franklin Roosevelt, em tempo de paz, fez com o seu New Deal.

Comissão Europeia prevê défices de 4,9% e 3,3%

Para este ano, diz Bruxelas, o défice do Estado português será de 3,3% em 2015 (o governo prevê 2,7%, mesmo assim acima dos 2,3% prometidos à troika) enquanto este ano será de 4.9%, contra os 4% previstos pelo executivo português.

Antevejo a reação de Passos Coelho: "Chega a ser patético verificar a dificuldade que gente que se diz independente tem de assumir que errou, que foi preguiçosa, que não leu, que não estudou, que não comparou, que não se interessou a não ser em causar uma boa impressão, em dizer (Maria vai com as outras) o que toda a gente diz..."

Ajuda às vítimas da guerra mundial


Comemorámos os 40 anos do 25 de Abril. Cada um reescreveu a História como lhe agradou. Daqui a 40 anos serão acertadas contas... se o permitir a honestidade intelectual da ideologia dominante nessa altura.
Voltemos ao presente. Tratemos de números assustadores: a dívida pública portuguesa ronda os 200 mil milhões de euros. Isto equivale a 130% do Produto Interno Bruto. São 20 mil euros para cada português. Só o pagamento dos juros leva-nos todos os anos 4% da riqueza criada no País. Não é preciso ter a sapiência de um génio financeiro para perceber que isto vai acabar mal.
Para o Governo, não. O primeiro-ministro proclama o dealbar do fim da crise, agarrado ao argumento de um controlo do défice do Estado em níveis aplaudidos pelo poder em exercício na União Europeia. Com essa rede por baixo, Passos Coelho exercita-se nas pantomimices eleitorais: o aumento do salário mínimo já é negociável e os despedimentos ilegais continuarão a ser multados a sério... E até se avança com uma medida verdadeiramente socialista: a Galp será obrigada pelo Estado a baixar preços ao consumidor devido a lucros não previstos... se fosse o PCP a propor uma destas havia logo acusações de estalinismo.

Vão morrer dois milhões de portugueses

Cavaco Silva lembrou que até 2035 não nos livraremos daquilo que Paulo Portas designou de estatuto de "protetorado". Se a média de óbitos dos últimos dez anos se mantiver isto significa que, daqui até lá, mais de dois milhões de portugueses morrerão antes de Portugal voltar a ser verdadeiramente livre. Nem uma guerra pela independência provocaria tal calamidade.

O País só tem licença para gerir a sua vida sem fiscalização da troika quando o Presidente da República, a maior parte da classe política portuguesa, o grosso das elites nacionais e o autor destas linhas já nada riscarem na história... Que ironia!

A esquizofrenia moral do doutor Paulo Portas

Foi o próprio Paulo Portas que colocou a questão em termos éticos e morais: "Vivo a circunstância política em que tenho de cumprir com o meu dever perante o País e devo também procurar ser quem sou, o que significa estar em paz com a minha consciência."

Imagino que a consciência do cidadão Portas pense que "a liderança é antes de tudo o mais um mistério que nem sempre pode ser explicado pela racionalidade lógica". Talvez por isso o ministro de Estado imponha aos funcionários públicos a chantagem da escolha entre a mobilidade especial - 18 meses com salário reduzido e, depois, desemprego - ou a aceitação de rescisões imediatas.

Imagino que a consciência do líder democrata-cristão se interrogue: "Haverá alguma coisa mais humilhante do que estar condenado a não poder ganhar o seu próprio sustento?" Mas o dever do líder do PP conforma-se em atirar para o desemprego, sem direito a subsídio, mais 30 mil pessoas.

'Afinal' é uma palavra revolucionária?

Quando Portugal entrou para o euro, estava avisado: tinha uns anitos para colocar o défice anual das suas contas públicas abaixo dos três por cento. Se não cumprisse, tal como outros países "menos importantes", era expulso. No ano em que, no entanto, a Alemanha não cumpriu esse objectivo, os donos do euro bateram os recordes de utilização da palavra "afinal". "Afinal" um valor tão baixo para um défice público era um exagero. "Afinal", citando uma célebre frase de outro contexto, "há mais vida para além do défice". "Afinal", era melhor rever esses valores que tanto limitavam o papel dos Estados membros na economia, pois, "afinal", era bom dar-lhes a possibilidade de se endividarem mais... Assim foi.
Veio entretanto a crise. Uma crise provocada por os grandes banqueiros e os seus amigos negociarem dinheiro de poupanças e investimentos como se fossem a versão premium da dona Branca. Financiavam-se uns aos outros e pagavam juros e lucros dessas operações uns aos outros, arrecadando uma riqueza que

E o que faz Durão Barroso?

Um dos mitos que os portugueses gostam de alimentar é o de estarem naturalmente destinados a participar nas grandes decisões do mundo. Já não nos atrevemos a pretender liderar o planeta, como a História contada em versão patriótica garante ter acontecido nos séculos XV e XVI, mas no nosso íntimo permanecemos convictos da suposta influência de Portugal. Até temos Fátima e intervenção divina.
Outro facto da nossa personalidade é a de olharmos para o povo que aqui vive apontando-o, sem injustiça, como uma verdadeira desgraça da espécie humana. Contraditoriamente à nossa ânsia de estar no topo do mundo, autoclassificamo-nos como a fossa da Terra.
Um exemplo prático desta mansa esquizofrenia é a forma como falamos dos políticos. Enquanto andam por cá não passam, na opinião popular, de uns "trafulhas" que "querem é viver sem trabalhar" e "encher-se à conta do povo". E, no entanto, essas mesmas pessoas passam a ser respeitadas e admiradas logo que

A promoção do novo filme
de Michael Moore

Eis o trailer do novo filme de MIchael Moore chamado CAPITALISM: A LOVE STORY. É sobre o colapso financeiro mundial e o subsequente financiamento a grandes empresas que Moore apelida de "o maior roubo da história".