Foi o próprio Paulo Portas que colocou a questão em termos éticos e morais: "Vivo a circunstância política em que tenho de cumprir com o meu dever perante o País e devo também procurar ser quem sou, o que significa estar em paz com a minha consciência."
Imagino que a consciência do cidadão Portas pense que "a liderança é antes de tudo o mais um mistério que nem sempre pode ser explicado pela racionalidade lógica". Talvez por isso o ministro de Estado imponha aos funcionários públicos a chantagem da escolha entre a mobilidade especial - 18 meses com salário reduzido e, depois, desemprego - ou a aceitação de rescisões imediatas.
Imagino que a consciência do líder democrata-cristão se interrogue: "Haverá alguma coisa mais humilhante do que estar condenado a não poder ganhar o seu próprio sustento?" Mas o dever do líder do PP conforma-se em atirar para o desemprego, sem direito a subsídio, mais 30 mil pessoas.