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Tens emprego? Primeiro tira aqui uma formação

Vamos lá dar dois mil e quinhentos caracteres de espaço ao País real: uma universitária conseguiu um trabalho na área da ação social. Salário? 600 euros mensais. Como conseguiu? Respondeu a um anúncio de uma autarquia que pedia candidatos abrangidos pela iniciativa "Impulso Jovem". Tudo bem? Não.

Aquele programa permite que o Estado devolva ao empregador, durante 18 meses, a taxa social única do posto de trabalho assim criado. Os candidatos, no entanto, só podem contar 18 a 30 anos de idade e têm de estar inscritos como desempregados há pelo menos seis meses.

Ao ver o anúncio, a mestre em psicologia dirigiu-se pela primeira vez na vida a um centro de emprego. Preencheu papéis, foi à entrevista na autarquia, saiu admitida. Feliz, regressou ao local de origem para finalizar o processo. Disseram-lhe: "Olhe que tem de frequentar primeiro um curso de formação de seis meses."

Brinquem com o fogo, brinquem

Todos os dias temos notícias de empresas que procedem a despedimentos colectivos. Os números oficiais, do Eurostat, normalmente mais modestos do que os da vida real, apontam, na União Europeia, no final do ano, para um desemprego de 9,7% e, em Portugal, de 10,8%. Estamos a falar de, por baixo, qualquer coisa como 27 milhões de pessoas sem actividade profissional na Europa e muito mais de meio milhão no nosso país. É um exército gigantesco...
Não, não é um exército, ou seja, é muita gente, é um universo enorme de pessoas mas não estão organizadas, não têm um comandante que as guie, não enfrentam uma batalha colectiva que estejam dispostas a travar, não vislumbram um inimigo a vencer.
Porquê? Porque, apesar da situação grave por onde têm de passar, apesar de na vida pessoal a travessia do