Mostrar mensagens com a etiqueta Futebol. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Futebol. Mostrar todas as mensagens

Rapazes e mulheres do futebol

Não sei se o lugar-comum “por detrás de um grande homem está sempre uma grande mulher” – frase que soa a terrível machismo ao implicar a secundarização do papel da mulher, mas que pacifica e acriticamente vamos usando – se aplica aos jogadores de futebol. Sei é que se olharmos para o ranking que hoje o 24horas publica se revela uma evidência: por detrás de um grande jogador de futebol está sempre uma mulher extraordinariamente bonita.

Posso garantir, pela experiência profissional e pela vida pessoal que já levo, que por detrás de um grande engenheiro, de um grande médico, de um grande empresário, de um grande jornalista, de um grande advogado estarão quase sempre mulheres extraordinárias, mas não é regra que sejam especialmente bonitas: pode ser que sim, mas também pode ser que sejam feias como a noite de trovões.

Mas esta observação nada tem de especial, é mesmo óbvia. A pergunta a que teremos de responder, o mistério que há para resolver é outro: porque terão os grande jogadores de futebol, invariavelmente, mulheres muito belas? O que os leva, sempre, a procurar raparigasmodelo, de corpo escultural e dentição perfeita? É verdade que os grandes ídolos têm milhares de fãs a rojarem-se aos seus pés, o que diversifica a oferta delas. Mas isto não explica o tipo de procura deles.

Eu não tenho a resposta, mas sei uma coisa: todos os miúdos sonham ser jogadores de futebol e cobrir- -se assim de glória, serem heróis modernos, talvez como o Figo. Na Grécia Antiga todos os miúdos sonhavam ser príncipes gloriosos, causadores de grandes guerras, talvez como Páris. Este tinha Helena de Tróia, aquele tem Helen Swedin.

O melhor jogo de futebol
de todos os tempos

E aqui fica (com uma imagem bera, mas é o que se pode arranjar)), o, para mim, melhor jogo de futebol de todos os tempos: Inglaterra 2 – Portugal 3. A explicação para isto, recordo, está na crónica que coloquei aqui e no vídeo que pus aqui.  O autor da montagem pode ser visitado aqui.

Já agora fica aqui a recordação

A propósito da crónica anterior, aqui fica um resumo de cinco minutos do jogo de futebol mais bem desenhado (e não o melhor) que já vi, numa época em que as marcações ligeiras a meio campo facilitavam o espectáculo. Aqui até é a cores, ao contrário do que, na época, pude televisionar. Acompanha um locutor brasileiro que, à maneira dos avós portugueses, na hora da derrota inflama um discurso de “vitória moral”.

Ninguém é objectivo no futebol

O jogo de futebol mais bonito que vi na vida foi ainda numa televisão a preto e branco. Trata-se do Itália-Brasil do Mundial de 1982. A selecção canarinha tinha Zico, Sócrates, Falcão, Júnior, o pior guarda-redes do mundo, Waldir Peres, e um ponta-de-lança gigante e infantil, Serginho. A Itália tinha Dino Zoff, um guarda-redes de 40 ou 41 anos, que defendia tudo sem sair de entre os postes, uma defesa de betão e um avançado que só foi bom naquele Mundial, mesmo assim o suficiente para entrar para a história do futebol: Paolo Rossi.

O Brasil, dizem os entendidos, apresentou naquela altura uma das melhores, senão mesmo a melhor equipa de todos os tempos. Eles pareciam os globe-trotters do futebol, a trocar os olhos aos adversários. Eram tão bons, tão bons, que se podiam dar ao luxo de jogar só com 9, pois o guarda-redes e o ponta-de-lança não contavam...

Pois, eram uma maravilha, mas quem marcou três golos na baliza do Brasil foi Paolo Rossi e o Zoff só foi buscar a bola ao fundo das redes duas vezes.

Desde 1982 que espero viver no futebol 90 minutos tão completos de arte, força, garra e geometria como aqueles. Já estive perto, mas nunca se repetiu.

Mesmo assim, o melhor jogo de futebol que já vi na vida não foi este. Há um que teve mais que, simplesmente, qualidade: há um que mexeu com o meu coração. Foi o Inglaterra-Portugal do Europeu de 2000 com a espectacular reviravolta do 2-0 para 2-3 que Figo e companheiros conseguiram.

O futebol é isto: a magia só se completa se à arte, à força, à garra, à geometria se juntar a camisola, o adepto. É por isso que em Portugal o melhor jogo de futebol de sempre terá de ser um jogo com uma equipa portuguesa. O Itália-Brasil, sim, foi muito lindo, mas o Inglaterra-Portugal foi divino.

in 24horas, 10 de Dezembro de 2005

Ai este vício chamado futebol!

O jogo de futebol é mágico. É o bailado mais divertido e belo alguma vez inventado pela humanidade. O problema é que o êxito do jogo criou um mundo de negócio onde o bailado não interessa para nada, o que importa mesmo é dar bailinho aos outros e sacar milhões a todo o custo.

Aliás, quando oiço ou leio notícias sobre os negócios do futebol não consigo evitar uma sensação de nó no estômago. Por um lado, parece que caio repentinamente na antiga Roma no meio de uma discussão entre mercadores de escravos gladiadores: “O nosso homem vale x milhões” ou “não vendemos fulano por menos do que o comprámos” ou ainda “trocamos este belo atleta por dois dos teus”. Só falta mesmo examinarem-lhes, ao vivo, a musculatura, a branquidão dos dentes e o estado dos órgãos sexuais.


Por outro lado, fico com a sensação de ter caído no meio de um negócio ilegal, tão elevados são os lucros: um investimento num miúdo de 14 anos, pago a uns 100 ou 200 contos por mês mais a escolaridade obrigatória, pode transformar-se, em quatro ou cinco anos, num lucro de um ou dois milhões de contos. Tenho cá a impressão que nem a droga dá estas margens de lucro! Aliás, ouvir os homens de fato e gravata do futebol, escutando a facilidade com que se chamam uns aos outros de "gangsters" ou “bandidos”,  aumenta-me o pânico.


O evoluir racional da civilização só poderia levar a um desfecho: o fim do negócio do futebol. Não é isso que está a acontecer. Porquê? Porque a beleza do jogo nos envenena, nos vicia e, como todos os dependentes, nada queremos saber, desde que nos satisfaçam o vício. Eu já estou à espera do campeonato.
in 24horas, 16 de Julho de 2005

Plásticas e Moniz

Aproveitar as modernas técnicas de cirurgia estética para fazer umas “emendas” no corpo começa a ser algo corrente e banal. Profissionalmente apercebi-me, de há uns quatro anos para cá, no mundo dos artistas, dos jornalistas de TV, dos apresentadores, dos famosos das festas, que devem contar-se pelos dedos de uma mão os que não têm um bocado de silicone enfiado algures, ou pivôs a acertar os dentes, ou uma injecção de botox a eliminar rugas ou qualquer outra trapalhada dessas. O curioso é que, apesar dessa banalidade, há ainda um manto de vergonha que leva essas pessoas a não quererem falar publicamente sobre o assunto, como se a opção que tomaram os diminuísse publicamente. São, por isso, notáveis as declarações que hoje publicamos neste 24horas.


José Eduardo Moniz desistiu da candidatura no Benfica. Falou de ameaças que recebeu. Acredito na existência dessas ameaças, pois são semelhantes às que, com frequência, aqui recebemos sempre que, por alguma razão, publicamos notícias polémicas sobre um qualquer clube de futebol. Uma lamentável miséria mental.
in 24horas, 19 de Junho de 2009

Moniz e o Benfica

A ideia de alguém presidir a um clube de futebol, seja ele qual for, parece-me sempre uma loucura, dada a falta de racionalidade e o excesso de sentimentos apaixonados que imperam neste negócio, que fazem com que o maior dos génios, o mais capaz gestor, o homem mais honesto se sujeite, a qualquer momento, ao insulto, à chacota e até à agressão física, por motivos tão aleatórios quanto uma bola entrar ou não na baliza certa. Pior que isso, só mesmo querer ser árbitro de futebol... Mas, claro, como também ninguém acredita que se vai para árbitro apenas pelo amor ao jogo do pontapé na bola, creio que ninguém acha que se tenta ser presidente de um clube de futebol apenas pelo amor à respectiva camisola. E se esse clube for o Benfica – supostamente com seis milhões de adeptos – certamente haverá seis milhões de razões para se tentar ser líder dessa agremiação. O poder, só por si, seduz. O dinheiro que, certamente, directa ou indirectamente, vem atrás desse poder também deve ajudar. A glória, que é possível de alcançar, também atrai... Portanto, será uma loucura se o já poderoso José Eduardo Moniz se arriscar? Pois, apesar de tudo, se calhar não é...
in 24horas, 18 de Junho de 2009

Vieira já é arguido no caso Mantorras

Luís Filipe Vieira já foi constituído arguido no chamado caso Mantorras, cuja transferência do Alverca para o Benfica está a ser investigada pela Polícia Judiciária (PJ). O presidente do clube da Luz junta-se a outros dois arguidos no mesmo processo, os empresários Jorge Manuel Mendes e Paulo Barbosa.

Luís Filipe Vieira constituído arguido no caso Mantorras

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, já foi ouvido pela Polícia Judiciária no âmbito do caso Mantorras, tendo sido constituído arguido, noticia hoje o "Jornal de Notícias".

Luis Filipe Vieira e o caso Mantorras: «Nunca fui notificado»

A notícia foi lançada esta quinta-feira pelo jornal «24 Horas» e dava conta do nome de Luís Filipe Vieira, como arguido num processo que envolvia a transferência de Pedro Mantorras, realizada há 5 anos. O dirigente benfiquista não perdeu tempo e esteve já esta tarde no "Primeiro Jornal" da SIC onde desmentiu todas essas informações.

A luta pela sua própria verdade

Qual é a melhor maneira de resolver o impacto de um erro de palmatória? Daqueles que cometemos de forma pateticamente vistosa, provocando comentários por todo o lado? Daqueles que nos enchem de vergonha por, ainda por cima, embaraçarem as nossas mãezinhas? Daqueles que se arriscam a ficar colados à nossa pele, para toda a eternidade, com uma frase do tipo: “Olha o Tadeu, o fulano que fez aquela gaffe genial...”?

Eu só conheço duas maneiras de resolver isto: ou ser o primeiro a confessar tudo ou negar tudo até à exaustão dos outros. Na vida tenho, na maior parte das vezes, optado pela primeira hipótese. Isto resulta do que aprendi nas escola. De vez em quando um colega qualquer experimentava pespegar-me uma alcunha. Por exemplo: “Tu és o Salsicha!”, gargalhava um, a propósito da minha magreza. Eu sorria e dizia: “Pois é, que engraçado, é mesmo tal e qual!”. E seguia em frente, como se nada se passasse. O riso do outro esmorecia, lia-lhe mesmo na cara o pensamento “este tipo não se pica com nada”, e o dia prosseguia com actividades mais interessantes como, por exemplo, ir para umas obras fazer batalhas de lançamento de tijolos partidos.

Mas quando o assunto é mesmo sério há que recorrer à outra técnica, que exige muito maior persistência, não resulta totalmente e deixa marcas profundas, pois obriga a uma luta desgastante. É o caso dos árbitros de futebol que hoje entrevistamos, a propósito de supostos erros de julgamento que influenciaram resultados em jogos decisivos. Todos eles negam ter cometido tais erros e apresentam muitos e bons argumentos para sustentar as suas teses. Eles negam e provavelmente estão cheios de razão. Mas muitos e muitos continuarão a dizer que eles não têm tudo menos essa tal razão. Para estes árbitros, a luta pela sua verdade ainda agora começou.
in 24horas, 4 de Junho de 2005

Árbitros

Pedro Proença um árbitro da Primeira Liga, bem classificado, diz que foi confrontado com umas escutas feitas pela Judiciária e verificou que alguns dirigentes do futebol tentaram tramá-lo na sua carreira. Por isso vai fazer queixa contra eles, associando-se assim ao Ministério Público no chamado processo “Apito Dourado”. Todos os domingos os árbitros são insultados por esses campos de futebol fora. Mas se calhar, no final deste “Apito Dourado”, vamos concluir que eles ainda são do melhor que o futebol tem...
in 24horas, 1 de Fevereiro de 2005