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As mulheres querem é levar tau tau?

A liberdade conduz à submissão? A pergunta assustou a minha cabeça quando televisões e jornais me assaltaram com um arrastão de reportagens sobre o lançamento do filme As Cinquenta Sombras de Grey.

Em Londres umas centenas de miúdas com propensão para a obesidade e dentes desalinhados guincharam, na noite fria da estreia, frente ao cinema Odeon Leicester Square, para saudar a passagem dos atores, lindos, Dakota Johsson e Jamie Dornan mais a escritora, feia, do livro replicado em argumento, E.L. James.

Como se fazem os bebés


A propósito da crónica anterior (ler aqui), confesso que na altura em que me foram relatados "os factos da vida" ainda não era possível utlizarmos recursos audiovisuais como este, proporcionado pelo grupo humorístico britânico dos anos 70/80 The Goodies, que se atreveram, na pública BBC, a abordar este assunto, que tanto medo mete aos pais de filhos pré-adolescentes...

Revelaram-me os factos da vida

meu pai morreu muito cedo por causa de um acidente automóvel e a minha mãe viu-se, de repente, sozinha com três filhos. Naquele tempo uma mulher como a minha mãe tirava um curso menor e inútil na escola, saía directamente de casa dos pais para casa do marido, não trabalhava e diziam-lhe que não devia trabalhar, tinha empregada em casa. Se enviuvasse, o melhor que poderia esperar era que a família a ajudasse. Aos 30 anos a minha mãe não foi nisso e, sem passado ou educação profissional, sem dinheiro, sem contactos, vendo-se numa situação aflitiva num mundo machista e paternalista, não se intimidou, partiu para a luta e venceu. 

Uma das preocupações da minha mãe foi sempre tentar dar aos filhos uma educação adequada aos tempos, longe da austeridade afectiva da sua infância e, apesar das dificuldades implícitas à necessidade de trabalhar de dia e estudar à noite, acompanhando-nos muito de perto e muito “em cima” do crescimento e das mudanças de idade, desde a infância até ao final da adolescência, passando por todas as fases intermédias ou, se quiserem, as diversas “idades do armário”. 

Um dos momentos mais bonitos que passei com a minha mãe foi quando, tinha eu uns 11 ou 12 anos, ela decidiu chamar-me para ter uma conversa séria. O assunto era “falar das coisas da vida”, algo que, em princípio, segundo explicava balbuciante, estaria a cargo do meu pai mas, dadas as circunstâncias, teria de ser ela a fazer. E assim comunicou- -me que afinal aquilo da cegonha trazer crianças era apenas uma fábula, que os meninos e as meninas eram diferentes por uma razão e por aí fora... Tudo terminou com a explicação do que era o preservativo e a pílula. Tenho a dizer que ouvi tudo com muita atenção e toda aquela informação dada assim de repente veio a ser muito útil, uma data de anos mais tarde. E tenho a declarar, para concluir esta história escrita quando já tenho uma filha quase adulta, que, para além de amor, quanto mais velho fico maior admiração sinto pela minha mãe. 
in 24horas, 4 de Fevereiro de 2006

O segredo de Soraia Chaves

Hoje o tema desta revista é “cenas de sexo” e, desconfio, não há maneira de me sair bem do empreendimento de escrever sobre ele: inevitavelmente acabarei comprometido. Em primeiro lugar perante a minha mulher que, das duas uma, ou se zanga a sério ou gozará comigo o resto da vida. Em segundo lugar perante os leitores, que ou vão achar que me estou a armar em bom ou pensarão que sofro de uma frustração qualquer.

Vou então para o truque da falsa sociologia (como se houvesse sociologia verdadeira...), não falarei de mim e tentarei responder a uma curiosidade meramente científica (claro...): será que todos os portugueses querem fazer sexo com a Soraia Chaves? Sim, porque o facto de 363.312 pessoas já terem ido a correr ao cinema para ver a cena em que a modelo, nua, dá umas cambalhotas com Jorge Corrula merece reflexão... E como as mulheres que viram “O Crime do Padre Amaro” estavam apenas a tomar conta dos seus homens, a questão é pertinente, até porque há por aí muito filme estrangeiro bastante mais escaldante que este e com êxito muito menor.

A resposta que encontrei, depois de aturada reflexão e investigação estatística, é simples: a Soraia, além de bonita, é portuguesa. No meu tempo os machos iam aos magotes ao Condes ver a Helena Isabel sair nua de uma suposta nave espacial construída em plástico Domplex. Era o máximo do erotismo nacional. Agora os padrões são outros e as cenas mais picantes, mas o mecanismo básico é igual: ao ver uma actriz portuguesa numa cena de sexo, há um fenómeno de proximidade que não se sente com uma actriz americana ou francesa.

É como espreitar o quarto da vizinha. Não somos, portanto, uns tarados sexuais. Somos, apenas, uns impenitentes bisbilhoteiros. Até porque, quanto a sexo fazêmo- lo com alguém que tentamos esconder das bisbilhotices dos outros, debaixo de lençóis e com as cortinas das janelas corridas.
in 24horas, 21 de Janeiro de 2006

Coitos efectuados a bem da Medicina



Pois este extraordinário vídeo da New Scientist relata e mostra uma investigação científica que arranjou maneira de fazer uma Ressonância Magnética (RM) animada a um coito entre um homem e uma mulher. Para o conseguir, os investigadores tiveram em laboratório vários casais a fazerem sexo.

A imagem da RM resultante de tanta actividade sexual é aqui pela primeira vez mostrada ao público em geral. Deu direito a um prémio IgNobel da Medicina, no ano 2000, aos autores do feito: Willibrord Weijmar Schultz, Pek van Andel, e Eduard Mooyaart . Deu também direito a publicação no British Medical Journal, (vol. 319, 1999, pp 1596-1600).