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... Portanto, espero não estar a ser mais um totó

A lista já pesa: assim, de repente e de memória, sou capaz de citar uma série de casos onde as autoridades e o poder executivo, judicial e legislativo tentam apertar os limites de utilização da liberdade de expressão. O leitor ou leitora não está preocupado com isso? Eu também não mas, já agora, repare nas notícias.

Temos Miguel Sousa Tavares,a palavra palhaço usada como possível insulto a Cavaco Silva e um processo levantado pelo Ministério Público, depois de um pedido de intervenção feito pelo Presidente da República.

Temos um cidadão em Elvas, totalmente desenquadrado de manifestações autorizadas, que no Dia de Portugal decide verberar o Presidente da República. Acabou detido e, em 24 horas, levado e condenado em tribunal - sentença que, por não poder ser julgada em processo sumário, o Ministério Público pretende agora anular.

Amamentar num corredor de tribunal

"Mãe Coragem" é o nome abreviado como habitualmente nos referimos a uma célebre peça de Bertolt Brecht, a "Mãe Coragem e os seus filhos". A primeira forma, a mais curta, foi a do título escolhido para encabeçar uma história, contada no número de Junho passado no boletim da Ordem dos Advogados, por José Rodrigues Lourenço, causídico de Lamego. A cena passa-se nos corredores do tribunal daquela comarca. Transcrevo:
"Certo dia, uma senhora com o seu bebé de dois ou três meses esperava atendimento do Ministério Público, buscando auxílio para que o pai fosse compelido a pagar pensão de alimentos. Via-se que era extremamente