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Na Grécia deram um tiro à esquerda moderada

A semântica dos mais notáveis colunistas, o texto das agências noticiosas, as análises do Financial Times, do Le Monde, do Diário de Notícias, do El País, da Reuters ou da France-Presse, de repente, mudaram: o Syriza deixou de ser "radical" pois adotou um discurso "moderado" na crítica à "ortodoxia" da engenheira Merkel, senhora que, comentam unânimes, insiste numa austeridade "irrazoável"...

Então os "ortodoxos" não costumavam ser os comunistas empedernidos e os "moderados" os sagrados líderes da zona euro? Os "radicais" e "irrazoáveis" trocaram de lado com as eleições da Grécia? Está tudo louco? Que se passa?

É com o consenso que o País se trama

Foi consensual aderir à Comunidade Económica Europeia. Foi consensual aderir à Zona Euro. Foi consensual vivermos 25 anos a engordar com os investimentos financiados pelos Quadros Comunitários de Apoio.
Foi consensual destruirmos inúmeras produções na indústria, na agricultura e nas pescas. Foi consensual passar a viver de crédito bancário. Foi consensual construir autoestradas, a Expo 98, o Euro 2004. Foi consensual deixar as câmaras municipais licenciarem selvas urbanísticas.
Foi consensual deixar crescer o Estado de uma maneira clientelar, corrompendo o seu papel na sociedade. Foi consensual desvalorizar a profissão de político até a tornar atraente, apenas, a malucos idealistas ou a imbecis carreiristas.