Rodrigues dos Santos confronta José Sócrates

José Rodrigues dos Santos repetiu e repetiu a pergunta: há ou não há uma contradição entre as críticas feitas pelo José Sócrates de hoje à política de austeridade do Governo, com as declarações do José Sócrates primeiro-ministro em 2011 a defender a austeridade como "o único caminho" para o País?

Sócrates respondeu e respondeu: acompanhou sempre as medidas de austeridade com outras de investimento público para fazer crescer a economia. Isso faz toda a diferença em relação à austeridade, sem mais nada, de Passos Coelho.

Incrível: Jardim Gonçalves tem razão

Passos Coelho ficou "surpreendido" com a prescrição de uma contraordenação de um milhão de euros a Jardim Gonçalves. Ele espanta-se com o que acontece nos tribunais: "Processos que tinham uma grande visibilidade mediática e que acabaram por não ter decisão porque foram prescritos!"

António José Seguro sai de uma audiência com o Presidente da República a pedir: "Quando há um processo tão importante que prescreve, tem de haver apuramento de responsabilidades."

O PS solicita uma audição na Assembleia da República ao Conselho Superior de Magistratura.

Vão morrer dois milhões de portugueses

Cavaco Silva lembrou que até 2035 não nos livraremos daquilo que Paulo Portas designou de estatuto de "protetorado". Se a média de óbitos dos últimos dez anos se mantiver isto significa que, daqui até lá, mais de dois milhões de portugueses morrerão antes de Portugal voltar a ser verdadeiramente livre. Nem uma guerra pela independência provocaria tal calamidade.

O País só tem licença para gerir a sua vida sem fiscalização da troika quando o Presidente da República, a maior parte da classe política portuguesa, o grosso das elites nacionais e o autor destas linhas já nada riscarem na história... Que ironia!

A Rússia aprendeu com a América

Os Estados Unidos não vão combater a Rússia. A NATO também não. A União Europeia ainda menos. Porquê? Têm medo. A não ser que os seus líderes estejam loucos. Por isso, a Rússia pode violar o direito internacional.

E então? A segunda invasão dos Estados Unidos da América ao Iraque violou o direito internacional: George W. Bush alegou na altura a "legítima defesa preventiva" por, supostamente, Saddam ter armas de destruição maciça que poderiam atingir a América. Se houvesse provas disso, a base jurídica para lançar o ataque estava encontrada.