A viola do dia
A viola do dia
As OPA são uma coisa boa?
Os primeiros sons da minha filha
A viola do dia
A imaginação do mundo da moda
Uma amiga minha, já não me lembro como, foi escolhida para desfilar uns vestidos numa passagem que era apresentada e produzida por Maria Leonor. Essa minha amiga era uma morena de cabelos pretos compridos, lindíssima, de corpo muito bem desenhado (sim, estive apaixonado por ela, mas depois passou-me...), que preferia ler Álvaro de Campos a andar naqueles preparos. Mas a perspectiva de ganhar uns tostões e a pressão dos que a rodeavam lá a decidiram.
A viola do dia
O irrelevante pontapé do Marco
Na crónica anterior lembrei-me do impacto que o primeiro Big Brother teve no país. O pontapé do Marco abriu o noticiário das 7 da manhã da TSF e, depois, foi chamada de capa dos jornais de referência que, com essa cedência, deram uma vitória para o 24horas da altura, o único diário que tratava o assunto de forma sistemática.
Depois disso seguiram-se debates na televisão sobre os malefícios dos reality shows, crónicas incendiárias contra o programa e o caso dominou, durante semanas, as conversas dos portugueses.A TVI nunca mais deixou de liderar audiências. Deu na queda de Emídio Rangel, que dirigia a SIC e recusou comprar o programa à produtora Endemol. Foi a glória de José Eduardo Moniz, que aceitou os restos recusados pela estação rival. O Correio da Manhã passa a acompanhar o 24horas na cobertura a este tipo de assuntos, as revistas de TV e famosos amplificam o fenómeno e os outros jornais, da classe dos circunspectos, acabam, com maior ou menor destaque e no meio de um coro nas redacções de que "isto não é notícia", por fazer o mesmo que os tablóides... Até hoje, com a vantagem de já ninguém protestar.
Quanto a estes personagens, que mudaram para sempre o país, é só escolher a pequena história trágico-irrelevante: Do esquecimento à cadeia, da depressão profunda à tentativa patética de voltar à ribalta, nenhum deles consegue na vida real entusiasmar qualquer audiência.
O preço que a fama cobra
A viola do dia
Dominique Frasca é um músico experimentalista, de Nova Iorque, que aqui toca, em primeiro lugar, uma viola de 10 cordas (mexendo nela como se fosse um piano, isto é, com as duas mãos “a teclar”) e, em segundo lugar, uma viola de seis cordas, preparada.
AMANHÃ:
NARCISO YEPES
