Jessica Florence é uma miúda inglesa, de 19 anos, que gosta de tirar fotografias aos seus ratos. E captou este momento de ternura.
Talvez um recorde
do número de vedetas por segundo
Este vídeo, intitulado "Magic Studios", serve de promoção a uns estúdios da África do Sul, chamados Mnet. É uma montagem brilhante de efeitos especiais onde aparecem algumas grandes estrelas do cinema e tv actuais. A produtora é a Orijin.
Como atingir a felicidade pessoal
O primeiro foi o “Pequeno Jornal”, do qual saíram umas cinco ou seis edições, feitas nas férias grandes. Manuscrito, com capa em cartolina, lembro como peças gloriosas a entrevista ao senhor Pedra, um vizinho praticamente meu avô e dono de uma loja de hortícolas, e uma reportagem sobre o trabalho dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, graças à ajuda do senhor Zé, vizinho de cima e membro da dita corporação que, por acaso, é vizinha aqui do 24horas. O jornal só tinha um exemplar que, em vez de vendido, era alugado aos leitores por dez tostões. Fartei-me de comprar rebuçados à conta deste brilhante negócio.
O outro brinquedo da minha vida foi a simulação de uma mesa de mistura de som. Construída com base numa fotografia que ilustrava um artigo de enciclopédia sobre radiodifusão, fi-la unindo caixas de Nestum umas às outras, cobrindo as, para simular os botões, com peões de plástico de vários jogos de salão. A cada peão correspondia uma função: mais e menos volume de som, mais e menos graves, mais e menos agudos, etc. O brilhante da coisa é que, já adulto, trabalhei de facto em rádio e lidei com mesas de mistura reais praticamente iguais à que concebi para brincar. Ainda hoje tenho o ego cheio à conta de tanta esperteza.
Sim, acabei por ser jornalista e acredito que os brinquedos da minha vida tiveram muito a ver com isso. E graças a eles tenho uma certeza: um caminho para a felicidade pessoal é poder ter um trabalho que é, também, o brinquedo da nossa vida.
in 24horas, 12 de Novembro de 2005
Como elas são Belas & Perigosas
Quando inventámos, há três anos e tal, a rubrica “Belas & Perigosas” iniciou-se uma evolução neste 24horas que me levou a, com alguma frequência, ter de lidar com mulheres desse tipo. A primeira vez custou-me um bocadinho, mas, depois, claro, habituei-me e passei a olhar directamente para os decotes delas. Com o tempo essa patetice passou-me, embora, repito, tanta perfeição me intimide um bocadinho. Mas alcandorado nesta já longa experiência posso relatar alguns factos interessantes.
Encontrei várias loiras inteligentes. Não achei nenhuma rapariga que andasse a subir na vida na horizontal. Nunca me cruzei com uma orgia de sexo, álcool e drogas. Muitas destas moças trabalham que é um disparate. Aprendi que a beleza física normalizada é um dom que só tem êxito se se vencer um desafio permanente de criatividade, talento e disciplina. E que ser Barbie já não interessa ao Ken. E, portanto, todas as mulheres podem ser belas e perigosas.
A viola do dia
Esta é a "Toccata for a wild old Lady" pelas mãos de Peter Horton.
Há aqui qualquer coisa que nos separa
Rafael Elias apresenta-se no Flicr como Sator Arepo (clique no nome para o visitar). Nasceu em Barcelona e vive em Lérida. O título que ele deu a esta fotografia pode traduzir-se desta forma: “Um caso sério de distância”. E, de facto, é. Pelo menos entre estes dois passageiros do metro de Budapeste, Hungria. E entre eles e o fotógrafo catalão que os registou. E entre todos eles e o cartaz que, por cima das suas cabeças, traz uma referência a um mito da história da fotografia: Robert Capa.
O meu poder de jornalista
O problema da existência de Deus
Outro nível de embaraço é um terrível sentimento transmitido por muitos dos supostos católicos que me rodeiam: pura hipocrisia. Ou só são religiosos na hora de aflição, ou só são religiosos para tirarem vantagens do meio social onde se inserem ou, até, só são religiosos quando isso dá direito a farra, como casamentos e baptizados. Aqui o embaraço é provocado por isto: eu terei de admitir que esta minha apreciação pode ser absolutamente injusta, pois como não tenho fé não posso entender quaisquer manifestações de fé, ainda por cima heterodoxas. Fico, portanto, caladinho.
Mas nesta questão a hora da verdade é mesmo a hora da morte. E, nestes 42 anos de vida, já vi muito ateu, muito agnóstico, a fraquejar nos momentos finais e a receber os sacramentos religiosos como o mais devoto dos católicos. Eles levaram uma vida de costas voltadas para Deus, mas, no fim, encomendam-lhes a alma. Talvez, quando chegar a minha vez, acabe por fazer o mesmo. Acho que não mas... e se Ele existe? Ficará muito zangado comigo? Afinal eu até sou bom rapaz. E uma eternidade no inferno é uma carrada de tempo...
Netbooks com Windows 7
têm menos autonomia
A vida de espião não é boa
Como se foge da advocacia
Após dois dias de preenchimento de testes de cruzinhas e de respostas a coisas tão idiotas como “Quem escreveu os ‘Lusíadas’ não foi Luís de Camões mas sim outro poeta com o mesmo nome. Quem escreveu os ‘Lusíadas’?”, chegaram à conclusão que eu era capaz de apertar os atacadores dos sapatos sem entalar os dedos. “Portanto”, disse-me uma senhora gorda com óculos na ponta do nariz e um diploma emoldurado na parede do gabinete, “você vai ser advogado”. Inscrevi-me num curso de electrotecnia para ser engenheiro, chumbei, e acabei um pobre e modesto jornalista.
O que tornou impossível a minha adesão à advocacia foi a prosápia. Eles falam, falam, horas e horas e, de facto, não dizem nada. Pronunciam frases gongóricas com ar sério, representam tragédias gregas num palco onde se decide o destino dos coitados, dramatizam intensamente argumentos de vida e de morte para, assim que o espectáculo acaba, se comportarem como se tivessem acabado de discutir o futebol do fim-de-semana num grupo de amigos. É uma esquizofrenia que eu não aguentaria. Por outro lado, confesso, não me estava a ver vestido de toga. Fui um pateta? Sim. Mas ser pateta é coisa que não me tira o sono.