A promoção do novo filme
de Michael Moore
Eis o trailer do novo filme de MIchael Moore chamado CAPITALISM: A LOVE STORY. É sobre o colapso financeiro mundial e o subsequente financiamento a grandes empresas que Moore apelida de "o maior roubo da história".
Desesperadas
por ficarem em casa
Nunca consegui interessar-me por uma rapariga que pensasse ser dona de casa. No meu tempo de adolescência e jovem adulto qualquer mulher que ambicionasse ser fada do lar era, no mínimo, imbecil. Como eu, que tinha a presunção de ser um tipo inteligente, juntava às minhas características pessoais a arrogância de não ter paciência para a estupidez, fugia a sete pés de todo o exemplar feminino que se dedicasse ao croché ou mesmo à moda de então: o suspeito mas equívoco (havia meninos a fazê-lo também) macramé. Portanto, a coisa marcou-me.
Casei, portanto, com uma mulher inteligentíssima, o que teve inúmeras vantagens – entre elas a de poder discutir o reaccionarismo da “Metafísica do Amor” de Schopenhaeur – mas também alguns inconvenientes, entre os quais a de eu próprio ter passado muito mais tempo na cozinha do que alguma vez pensei na vida ou, numa altura de aperto financeiro, sem mulher-a-dias, ser obrigado a fazer da companhia do pano do pó um momento excitante das manhãs de domingo.
De repente, de há uns anitos para cá, comecei a ver inúmeras mulheres com estatuto de inteligentes (com quem até se poderia discutir Karl Popper, que o Schopenhaeur, na galeria de reaccionários, já está fora de moda) a dizerem que querem regressar ao lar, cuidar das criancinhas, e viverem felizes para sempre, superprotegidas do mundo violento que anda lá fora.
Custa-me compreender esta mudança, num tempo onde a maioria das mulheres procura, em primeiro lugar, o êxito profissional. Mas a busca da felicidade é uma coisa muito pessoal. Sermos todos iguaizinhos, de resto, é que seria, mesmo, intolerável.
in 24horas, 23 de Julho de 2005
Ser conduzido é que é bom
Tenho muita prática de andar no lugar do morto. Não conduzo, pelo que conduzi toda a minha vida na base de que alguém tem de me conduzir. Nessa forma tão original de condução sou particularmente habilidoso, pois ao longo de 42 anos nunca tive um acidente ou fiquei sequer apeado. Como piloto de boleias sou, portanto, um verdadeiro ás. E não tenho que me preocupar com percursos, combustíveis, documentos, revisões, estacionamento, polícias, peões, automobilistas ou seguros.
Na minha vida pessoal e profissional tive assim oportunidade de viajar em todo o tipo de carros, desde os antigos 2 cavalos aos mais fantásticos Porsche, desde os Fiat 600 às limusinas de Estado da Mercedes. Apesar de não ter sequer a carta de condução, como arranjei sempre maneira de me levarem tornei-me um especialista: conheço, na prática e com exactidão, as virtudes e defeitos de uma grande parte dos carros que por aí circulam e de muitos outros modelos que já deixaram de circular.
E posso testemunhar que cada comportamento automóvel corresponde, em 90 e tal por cento dos casos, ao comportamento dos seus donos condutores: sim, é verdade que um carro “nervoso” geralmente tem um tipo de espírito agressivo, imaturo ou inseguro ao volante, e que um modelo confortável, “macio”, mesmo “ronceiro” tem alguém satisfeito com a vida a acariciar suavemente a alavanca das mudanças. Como serão os compradores portugueses do Porsche Carrera GT que custa mais de105 mil contos? Eu digo: são danados para a brincadeira.
Deles, não quero mesmo ter boleias. Andar na Terra a 330 km/hora ou chegar dos 0 aos 100 em três segundos e picos não é coisa humanamente suportável... Livra!
in 24horas, 27 de Agosto de 2005
Um robô dentro do carro
A revista New Scientist anuncia a chegada de um robô "humanizado" para os painéis de instrumentos dos automóveis
Quatro mãos numa única guitarra (II) - agora mais sexy
A coisa passou dos Estados Unidos para a Rússia... Aqui temos o grupo 4-tissimo, que é constituído por músicos russos, ucranianos e da Bielorussia, a tocar o Tico Tico no Fubá. Tal como o Duo Siqueira Lima, do Brasil, fez no espectáculo nos Estados Unidos que aqui mostrei, este quarteto também toca a quatro mãos, numa única guitarra, mas duplica o número de circo - ou seja, apresenta oito mãos em duas guitarras.
Talvez esta versão seja tecnicamente menos brilhante - embora bastante imaginativa - do que a que mostrei antes aqui, mas é muito mais sexy, graças aos meneios das belas raparigas.
Talvez esta versão seja tecnicamente menos brilhante - embora bastante imaginativa - do que a que mostrei antes aqui, mas é muito mais sexy, graças aos meneios das belas raparigas.
Os músicos são: Dimitri Illarionov (Russia), Nadja Kossinskaja (Ucrânia), Yuliya Lonskaya (Bielorussia) e Oksana Shelyazhenko (Ucrânia). O site do grupo´pode ser visto aqui
Quatro mãos
numa única guitarra (I)
O Tico Tico no Fubá, um clássico da música popular brasileira (Zequinha de Abreu), é aqui interpretado em forma de espectacular número de circo. Trata-se do Duo Siqueira Lima - a fazer circo, é verdade, mas sem deixar de nos dar espantosa boa música. Repare como ela, Cecilia Siqueira, se diverte!
Esta exibição ocorreu durante o último "Brazilian Music Institute" , em Gainesville, Florida, EUA, que é organizado e promovido anualmente durante o mês de Maio pelo professor e músico brasileiro Welson Tremura, que pode ser encontrado aqui.
Se quiser pode ver o Duo Siqueira Lima a tocar Fuga Pro Nordeste, de Dominguinhos, de uma forma convencional: Duas guitarras dedilhadas, cada uma, por duas mãos. O arranjo, tal como no "Tico Tico...", é de Fernando Lima, o elemento masculino do duo. O site deles pode ser visto aqui
Se quiser pode ver o Duo Siqueira Lima a tocar Fuga Pro Nordeste, de Dominguinhos, de uma forma convencional: Duas guitarras dedilhadas, cada uma, por duas mãos. O arranjo, tal como no "Tico Tico...", é de Fernando Lima, o elemento masculino do duo. O site deles pode ser visto aqui
Ai este vício chamado futebol!
O jogo de futebol é mágico. É o bailado mais divertido e belo alguma vez inventado pela humanidade. O problema é que o êxito do jogo criou um mundo de negócio onde o bailado não interessa para nada, o que importa mesmo é dar bailinho aos outros e sacar milhões a todo o custo.
Aliás, quando oiço ou leio notícias sobre os negócios do futebol não consigo evitar uma sensação de nó no estômago. Por um lado, parece que caio repentinamente na antiga Roma no meio de uma discussão entre mercadores de escravos gladiadores: “O nosso homem vale x milhões” ou “não vendemos fulano por menos do que o comprámos” ou ainda “trocamos este belo atleta por dois dos teus”. Só falta mesmo examinarem-lhes, ao vivo, a musculatura, a branquidão dos dentes e o estado dos órgãos sexuais.
Por outro lado, fico com a sensação de ter caído no meio de um negócio ilegal, tão elevados são os lucros: um investimento num miúdo de 14 anos, pago a uns 100 ou 200 contos por mês mais a escolaridade obrigatória, pode transformar-se, em quatro ou cinco anos, num lucro de um ou dois milhões de contos. Tenho cá a impressão que nem a droga dá estas margens de lucro! Aliás, ouvir os homens de fato e gravata do futebol, escutando a facilidade com que se chamam uns aos outros de "gangsters" ou “bandidos”, aumenta-me o pânico.
O evoluir racional da civilização só poderia levar a um desfecho: o fim do negócio do futebol. Não é isso que está a acontecer. Porquê? Porque a beleza do jogo nos envenena, nos vicia e, como todos os dependentes, nada queremos saber, desde que nos satisfaçam o vício. Eu já estou à espera do campeonato.
Aliás, quando oiço ou leio notícias sobre os negócios do futebol não consigo evitar uma sensação de nó no estômago. Por um lado, parece que caio repentinamente na antiga Roma no meio de uma discussão entre mercadores de escravos gladiadores: “O nosso homem vale x milhões” ou “não vendemos fulano por menos do que o comprámos” ou ainda “trocamos este belo atleta por dois dos teus”. Só falta mesmo examinarem-lhes, ao vivo, a musculatura, a branquidão dos dentes e o estado dos órgãos sexuais.
Por outro lado, fico com a sensação de ter caído no meio de um negócio ilegal, tão elevados são os lucros: um investimento num miúdo de 14 anos, pago a uns 100 ou 200 contos por mês mais a escolaridade obrigatória, pode transformar-se, em quatro ou cinco anos, num lucro de um ou dois milhões de contos. Tenho cá a impressão que nem a droga dá estas margens de lucro! Aliás, ouvir os homens de fato e gravata do futebol, escutando a facilidade com que se chamam uns aos outros de "gangsters" ou “bandidos”, aumenta-me o pânico.
O evoluir racional da civilização só poderia levar a um desfecho: o fim do negócio do futebol. Não é isso que está a acontecer. Porquê? Porque a beleza do jogo nos envenena, nos vicia e, como todos os dependentes, nada queremos saber, desde que nos satisfaçam o vício. Eu já estou à espera do campeonato.
in 24horas, 16 de Julho de 2005
Estudante de minissaia insultada
pelos colegas na Faculdade
A notícia é esta: uma estudante causou um tumulto numa faculdade em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo) por aparecer na escola de minissaia.
A jovem ouviu insultos de centenas de alunos da faculdade e teve de se esconder, até sair protegida pela Polícia Militar, enquanto ouvia os futuros doutores, convertidos em turba ululante, a gritar "puta!, puta!". É inacreditável!
A jovem ouviu insultos de centenas de alunos da faculdade e teve de se esconder, até sair protegida pela Polícia Militar, enquanto ouvia os futuros doutores, convertidos em turba ululante, a gritar "puta!, puta!". É inacreditável!
A guerra suja da Apple
Os adeptos dos MAC adoram estes anuncios - e alinham, com apaixonada militância, na mentira mitológica de que os seus aparelhos não têm problemas!
Controlo de Natalidade
A Newsweek pôs em linha um diaporama que explica a evolução do controlo de natalidade através dos tempos. A história vai desde os primórdios dos preservativos, no Antigo Egipto, até à pílula abortiva. Parece que as primeiras tentativas de ter sexo sem fazer meninos passaram por Aristóteles, que recomendava o azeite como espermicida. A Newsweek não esclarece se Nicómano, o filho do grande filósofo grego, é resultado do falhanço desta receita... Veja aqui.
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