Ai este vício chamado futebol!

O jogo de futebol é mágico. É o bailado mais divertido e belo alguma vez inventado pela humanidade. O problema é que o êxito do jogo criou um mundo de negócio onde o bailado não interessa para nada, o que importa mesmo é dar bailinho aos outros e sacar milhões a todo o custo.

Aliás, quando oiço ou leio notícias sobre os negócios do futebol não consigo evitar uma sensação de nó no estômago. Por um lado, parece que caio repentinamente na antiga Roma no meio de uma discussão entre mercadores de escravos gladiadores: “O nosso homem vale x milhões” ou “não vendemos fulano por menos do que o comprámos” ou ainda “trocamos este belo atleta por dois dos teus”. Só falta mesmo examinarem-lhes, ao vivo, a musculatura, a branquidão dos dentes e o estado dos órgãos sexuais.


Por outro lado, fico com a sensação de ter caído no meio de um negócio ilegal, tão elevados são os lucros: um investimento num miúdo de 14 anos, pago a uns 100 ou 200 contos por mês mais a escolaridade obrigatória, pode transformar-se, em quatro ou cinco anos, num lucro de um ou dois milhões de contos. Tenho cá a impressão que nem a droga dá estas margens de lucro! Aliás, ouvir os homens de fato e gravata do futebol, escutando a facilidade com que se chamam uns aos outros de "gangsters" ou “bandidos”,  aumenta-me o pânico.


O evoluir racional da civilização só poderia levar a um desfecho: o fim do negócio do futebol. Não é isso que está a acontecer. Porquê? Porque a beleza do jogo nos envenena, nos vicia e, como todos os dependentes, nada queremos saber, desde que nos satisfaçam o vício. Eu já estou à espera do campeonato.
in 24horas, 16 de Julho de 2005

Estudante de minissaia insultada
pelos colegas na Faculdade

A notícia é esta: uma estudante causou um tumulto numa faculdade em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo) por aparecer na escola de minissaia.
A jovem ouviu insultos de centenas de alunos da faculdade e teve de se esconder, até sair protegida pela Polícia Militar, enquanto ouvia os futuros doutores, convertidos em turba ululante, a gritar "puta!, puta!". É inacreditável!


A guerra suja da Apple

Os adeptos dos MAC adoram estes anuncios - e alinham, com apaixonada militância, na mentira mitológica de que os seus aparelhos não têm problemas!


Controlo de Natalidade



A Newsweek pôs em linha um diaporama que explica a evolução do controlo de natalidade através dos tempos. A história vai desde os primórdios dos preservativos, no Antigo Egipto, até à pílula abortiva. Parece que as primeiras tentativas de ter sexo sem fazer meninos passaram por Aristóteles, que recomendava o azeite como espermicida. A Newsweek não esclarece se Nicómano, o filho do grande filósofo grego, é resultado do falhanço desta receita...  Veja aqui.

Azar para o Windows 7

Na televisão japonesa foi uma barraca...


O que é a liberdade de expressão?

Este é um anúncio feito a propósito da reforma do sistema de Saúde que Obama tenta concretizar nos Estados Unidos da América. Dizem os seus defensores que ele está a ser atacado pelos lobbys das companhias de seguros e da indústria farmacêutica, o que distorce o sentido da vontade do cidadão comum... Não sei se estes defensores de Obama  validariam a tese deste video caso os tais lobbys apoiassem o presidente norte-americano (ah!, é verdade, e o também Prémio Nobel da Paz)...


A vingança de Maitê Proença

Parece de propósito: Depois do escândalo ridículo com o video da actriz brasileira, Maitê Proença,a gozar com Portugal, aparece na TV brasileira um aliado dos portugueses... mas com aliados destes ninguém precisa de inimigos!



O video posterior a que este senhor se refere é o de uma notícia da TVI sobre a Gripe A onde especialistas defendem que ela matará menos que a gripe sazonal. Pode ser visto aqui.

Doses extra de riqueza

A todos nós alguém deve ter dito um dia que “o dinheiro não traz felicidade”. É verdade. Mas o irritante da frase está no facto de, ao longo do tempo, nos apercebermos de que mesmo para ultrapassar na vida momentos de sofrimento é óbvio que o dinheiro ajuda.


moral associada à frase “o dinheiro não traz felicidade” acaba, portanto, por nos causar repulsa e a tendência é azedarmos o espírito ao ponto de olharmos para eles, os ricos, como os privilegiados de todas as sortes – as materiais e as outras que nos são tão difíceis de conquistar e manter: por exemplo, saúde, amor e um pouco de prazer.


Ouvimos e lemos que “o dinheiro não traz felicidade”: e o que tiramos daí? Que eles, os ricos, não merecem um olhar de compaixão ou de piedade. Que eles, os ricos, são o alvo merecido de toda a nossa inveja. Que eles, os ricos, não deviam ser aquilo que são: ricos. Sim, confessemos lá, cada um de nós pensa assim: “quem merecia ser rico era eu!”.


Eu acho que há ricos a mais no mundo. Mas também acho que há poucas pessoas grandiosas. Depois de investigarmos algumas histórias de tragédias pessoais que envolveram alguns ricos conhecidos, garanto o seguinte: essas pessoas, mesmo se não fossem ricas, seriam na mesma grandes pessoas.


riqueza no mundo deveria ser melhor repartida. Eu e você, caro leitor, merecíamos certamente ter mais e alguém devia tratar disso. Mas também deveria haver um distribuidor universal e justo de carácter, coragem e criatividade. Eu e você, caro leitor, se calhar acabaríamos também por levar umas doses.
in 24horas, 28 de Junho de 2005

Family Guy promove Windows 7

Eis a série Family Guy a promover o Windows 7... É assim que se fazem fortunas hoje em dia - a irreverência passou a ser uma conformista e eficaz arma comercial.


Os irónicos benefícios do stresse

As pessoas stressadas são as mais felizes. Atenção, que me estou a referir ao significado que normalmente damos à palavra e não ao seu estrito sentido médico-científico. Quando dizemos que “aquele tipo é um stressado” não estamos a pensar em alguém que, sujeito a condições extremas e antagónicas, entra num processo de exaustão que o pode levar à morte.

Aliás, creio que ninguém admite mortes por stresse. Preferimos culpar o coração, o tabaco, a vida sedentária, a má alimentação ou outra coisa qualquer. Morrer por stresse é algo que nos parece antinatural, é uma morte só admissível para os fracos de espírito. Morrer por stresse culpa o morto, é uma espécie de suicídio...

E por que é que temos tantas reservas em admitir mortes por stresse? Por que pensamos, no nosso íntimo, que as pessoas stressadas são, de facto, mais felizes.

Esses queridos tontos apoplécticos, que se enervam, que estão num permanente estado de exaltação, que se excitam com o trabalho, que parecem permanentemente apaixonados pela vida, que lutam por objectivos como se a vida do planeta dependesse deles, esses queridos tontos, repito, que estão numa correria incessante, são mais felizes que os outros, não tenham dúvidas.

Eles não param para perguntar se alguma coisa à sua volta não faz sentido. Eles não param para ver se alguém ao seu lado precisa de uma mãozinha. Eles não param para se verem ao espelho, à procura de rugas. Eles não param, logo existem. E quando param, desligam, totalmente, e pronto, continuam felizes. O stresse é uma bênção de ignorância.
in 24horas, 14 de Maio de 2005

Quarantino ao barulho

Apanhei este "mix" com base em cenas e sons do filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino. Está óptimo. Não sei quem é o autor...