Explicações (II)

Parece-me que concluí a construção do blogue.
Usei apenas programas gratuitos, a partir de um modelo do Blogger, que fui alterando com as ferramentas que este alojador de blogues possui e com pedaços de código e mini-aplicações que fui "pescando" através de pesquisas no Google.

Alojei sons no mypodcast , imagens da estrutura desta página no Photobucket e videos no YouTube para serem ouvidos e vistos a partir do blogue.

Tive inúmeros problemas para fazer a barra de menus, pois ela aparecia com aspectos e tamanhos diferentes conforme a resolução e o browser utilizados. Acabei por conseguir fazer essa parte simulando uma mensagem aqui no Blogger, com o desenho que pretendia e, depois, copiei o código html para uma mini-aplicação de texto, que coloquei por debaixo da fotografia do topo da página. Simples e bom. Para fazer os sons e os filmes usei o Windows Movie Maker, que vem com o Windows XP e com o Windows Vista, editores de som dos respectivos sistemas operativos e um pacote gratuito disponível na Internet na AVS
Para ouvir os vários episódios audio deste blogue, para serem acompanhados no iTunes e daí ser possível passá-los para o iPod ou para o iPhone, basta clicar aqui (só funciona se tiver o iTunes, que é gratuito, instalado no computador. Para isso basta clicar aqui).

Para criar chamadas de atenção no final das mensagens para artigos relacionados, estou a usar o LinkWithin.
Usei ainda o Snap Shots para ter uma visualização rápida, antes de fazer um clique com o rato, do conteúdo dos links para outros sites e blogues que "linkei" na minha página.

Para gerar feeds que alimentam a informação do iTunes e de outras aplicações, dando possibilidade a todos os que quiserem subscrever o meu blogue de serem avisados das actualizações, usei o feedburner. Se quiser ser assinante de um destes feeds, clique aqui ou copie este endereço -  http://feeds.feedburner.com/Abafado - para o seu leitor de feeds.

Tudo isto ficou concluído em seis dias.

Pronto. Agora vou pensar como farei a inauguração a sério...

O Jornal e a Música da Nossa Vida (agora com imagens)

Depois de experimentar um podcast com feeds para o iTunes e um reprodutor de mp3 inserido no post anterior, resolvi ver como é que isto ficava com imagens. Uma gloriosa produção Windows Movie Maker e You Tube. Disponível em qualquer computador…


O Jornal e a Música da Nossa Vida (piloto)

Oiça o episódio piloto de uma proposta que está na TSF. Aqui se prova que Hitler, Spike Jones, mamas de silicone e o Pato Donald podem fazer parte de uma conversa com menos de cinco minutos.

Sobressalto

José Sócrates anunciou que vai constituir um Governo minoritário. E, ao responder aos jornalistas sobre se esse Governo é para durar quatro anos, foi dizendo que os portugueses não querem que esta legislatura seja "irres..." e depois, num ligeiro sobressalto, emendou para "interrompida"...
Eu não me habituo a este Sócrates dialogante. E ele também não.

Explicações (I)

O BLOGUE AINDA NÃO ESTÁ PRONTO. É raro, por isso, escrever nele. Estou, apenas, a fazer algumas experiências gráficas e de tipo de conteúdo que irei colocar aqui.
Nesta minha estreia em blogues estou a aproveitar para colocar online alguns textos escritos enquanto estive no jornal 24horas. Sempre serve para arquivo e para fazer testes... e é menos pretensioso do que publicar um livro de crónicas.

Quem é o Tadeu?



Jornalista desde 1983, nascido em 1963

  • Quadro da Global Notícias, do Global Media Group (ex Controlinveste)
  • Criador e editor de "Quociente de Inteligência", suplemento cultural do Diário de Notícias (desde Setembro de 2011 a Setembro de 2014)
  • Subdirector do Diário de Notícias (desde Setembro de 2010 a Setembro de 2014)
  • Director da agência de fotografia Global Imagens (desde Fevereiro de 2010)
  • Director do jornal 24horas desde Fevereiro de 2003 até Agosto de 2009
  • Editor Executivo do jornal 24horas (2002)
  • Gestor da empresa de comunicação social e multimédia, "Escrita Particular". (2001 a 2007)
  • Chefe de Redacção-Adjunto do jornal 24horas (2001)
  • Coordenador do suplemento de informática 24bits, publicado no jornal 24horas (2000 a 2003)
  • Subchefe de Redacção do jornal 24horas (2000 a 2001).
  • Editor do suplemento de informática Info&Net do jornal A Capital (1999).
  • Editor Executivo de A Capital (1999).
  • Chefe de Redacção de A Capital (1996/1999).
  • Jornalista do "Avante!" (1987/1996).
  • Colaborador da organização da Festa do "Avante!" (1985/1998).
  • Realizador e apresentador de programas de rádio entre 1983 e 1996 (Telefonia de Lisboa, Rádio Minuto e Rádio Horizonte Tejo).
  • Colaborador do pelouro dos espectáculos do Lisboa 94.
  • Professor do ensino secundário da disciplina de Tecnologias de Informação (1994/1996).
  • Colaborador das secções de cultura e espectáculos dos jornais Europeu, Se7e, Diário de Lisboa (1984/1992)

Outros Blogues

Comecei esta lista copiando primeiro a que está feita no blogue "o tempo das cerejas" de Vítor Dias, que me pareceu interessante. Já acrescentei e retirei alguns links e, com o tempo, vou modificando e adaptando este conteúdo ao meu gosto pessoal.

25 Centímetros de Neve
A arte da Fuga
A Cidade Surpreendente
A Destreza das Dúvidas
A natureza do mal
A vez do peão
Arrastão
O diário.info

Inauguração


Estava aqui um bocado aborrecido e resolvi experimentar. Sempre quero ver como é isto. A inauguração oficial será anunciada dentro de dias...


Adeus

No dia 11 de Fevereiro de 2003 apareceu pela primeira vez o nome do jornalista que assina esta crónica no cabeçalho do 24horas. “Director: Pedro Tadeu”, anunciava-se. Nos 1733 números anteriores o peso da função tinha caído nos ombros de quatro outros jornalistas, a começar pelo fundador do jornal, Rocha Vieira, e a terminar no homem que o salvou do fecho iminente, Alexandre Pais. Desde esse dia o 24horas fez várias coisas notáveis. Passo a registar algumas.

O 24horas trouxe para a imprensa a coragem do sorriso crítico. Impediu que o processo Casa Pia fosse um linchamento judiciário. Demonstrou que as relações pessoais e privadas entre poderosos e famosos são decisivas para a vida pública, para os negócios e para a política que governa os portugueses. Descobriu José Castelo Branco e todos os outros e todas as outras. Revelou o mundo das festas snobs, a entrada destes “famosos” na TV, os negócios de agenciamento, publicidade e relações públicas que os acompanharam. Fez a crónica de costumes do país, traçou o carácterde vedetas, políticos, líderes de opinião e narrou as pequenas e grandes mudanças éticas e de conduta desta gente que define os comportamentos quotidianos de toda a sociedade.

O 24horas não teve medo de nenhum dos três governos e dois Presidentes que ao longo do tempo passaram. Ignorou a política politiqueira que atravessa tanta outra imprensa... a não ser que nos fizesse rir!... Mostrou os bastidores do governo de Santana Lopes, o que foi decisivo para a queda desse Executivo. E recusou fazer propaganda nazi disfarçada de candidatura eleitoral.


O 24horas deu, com verdadeira independência, os vários lados dos casos Apito Dourado, Carolina Salgado, Freeport, BPN e BPP. Escreveu como antes ninguém tinha escrito sobre dirigentes do futebol, jornalistas poderosos, economistas, banqueiros, figuras da Justiça. Esteve na vanguarda do noticiário do caso Maddie e do caso Joana. Desmascarou as fragilidades da investigação criminal. Impediu o alarmismo e foi pedagógico em casos de saúde pública, como o da gripe das aves ou o da gripe A. Obrigou a entretanto empossada ERC a respeitar este jornal e os jornalistas que cá trabalham.

O 24horas trouxe para a imprensa portuguesa um largo leque de novas técnicas jornalísticas, de assuntos invulgares, de ângulos de abordagem originais, de nova organização de trabalho de redacção. Técnicas que foram depois copiadas, repetidas e, até, melhoradas por outros.

O 24horas, quando o mercado de imprensa se alimentava a golpes de marketing, também esteve à frente do seu tempo. Em tempo de crise, acabada a fonte do marketing, apostou em formatos novos como o actual, antecipando uma tendência e colocando-se novamente um passo à frente da concorrência.

O 24horas envergonhou os jornais de referência ao tratar com verdadeira dignidade os direitos de resposta das pessoas que se sentiram atingidas pelas suas notícias. Fez corar toda a imprensa falsamente moralista, ao dar destaque de manchete aos erros que reconheceu ter cometido, coisa até então inédita. Estabeleceu um novo padrão ético, muito mais exigente, na publicação de notícias e fotografias de menores.

O 24horas revelou que a liberdade de imprensa pode em qualquer altura ser violada pelo poder, não é garantida, como foi exemplificado pela notícia do “Envelope 9” e as subsequentes buscas e apreensões ilegais feitas nesta redacção.

O 24horas demonstrou, com três administrações diferentes – lideradas, respectivamente, por Henrique Granadeiro, Luís Delgado e Joaquim Oliveira, que nesta questão foram absolutamente exemplares e solidários – ser ainda possível manter a independência dos jornais e dos jornalistas, desde que aquilo que eles publicam esteja ancorado na verdade e na lealdade.

O 24horas foi dos famosos e dos anónimos. Sem fazer disso uma manobra publicitária hipócrita, este jornal, através das contribuições financeiras dos seus leitores, ajudou inúmeras pessoas cujos problemas e dificuldades foram aqui notícia. Chegámos a construir uma vivenda adaptada a um deficiente; pagámos cursos artísticos a jovens de talento e até entregámos um cheque à mãe de um polícia morto em serviço. O 24horas fez aquilo que os leitores quiseram fazer com ele.

Hoje, 3 de Agosto de 2009, o meu nome aparece pela última vez no cabeçalho da primeira página. Achei que já era tempo, pois 2352 edições sempre em tensão conflitual, após 149 processos judiciais (e, até agora, nenhuma condenação), sempre a tentar inovar e a ser arrojado, num jornalismo sério mas tablóide, desgastam qualquer um. Esse desgaste prejudica o jornal. Amanhã, o jornalista Nuno Azinheira vai sentir a mesma emoção que eu senti em Fevereiro de 2003 e, garanto-lhe, caro leitor ou leitora, fará tudo, certamente muito mais e melhor do que eu faço, para que você sinta que este 24horas não é dos jornalistas ou dos directores de jornalistas. O 24horas é, isso sim, dos seus leitores... Vou morrer de saudades, mas aqui fica o meu adeus.

In 24horas, 3 de Agosto de 2009

Freeport e BPN

Antes das eleições de Setembro e depois das eleições de Junho, estas duas ou três semanas que vivemos são as únicas em que a Justiça pode ainda produzir um avanço qualquer nas investigações aos casos Freeport e BPN. Qualquer desenvolvimento no processo Freeport será acusado de prejudicar ou ajudar Sócrates. Um avanço no BPN parecerá que serve para atingir Cavaco e, por via disso, Ferreira Leite. Talvez por isso, por este magro intervalo eleitoral, quer um caso quer outro voltam a ser notícia. Lopes da Mota fala pela primeira vez, neste 24horas, da suspeita de pressão sobre a investigação que incomoda o primeiro-ministro. O Conselho Superior da Magistratura decide, contra a vontade do próprio, manter sob segredo o inquérito ao presidente da Eurojust – uma medida muito legalista mas que, como sempre acontece com este tipo de segredos, é uma estúpida sementeira para futuras fugas de informação, boatos e imprecisões. E um antigo ministro de Cavaco Silva – Arlindo Carvalho – surge arguido no caso BPN: ao juntar-se a Dias Loureiro começa, de facto, este escândalo a pesar alguma coisa na história dos governos do actual Presidente da República.
in 24horas, 21 de Julho de 2009

Servir o público

Na entrevista que hoje o 24horas publica com o realizador Carlos Coelho da Silva, um homem que já assinou êxitos de bilheteira como “O Crime do Padre Amaro” ou “Amália”, e que prepara para o cinema uma versão de um dos episódios da série de livros juvenis “Uma Aventura...”, destacámos para título a seguinte frase do cineasta: “Faço os filmes a pensar no público”. O interessante da construção jornalística da referida entrevista é ela pressupor, da parte de quem a editou, que em Portugal ainda é notícia o facto de um cineasta achar que, em primeiro lugar, deve satisfazer algumas exigências mínimas de comunicabilidade com os espectadores e só depois pode servir os seus propósitos e anseios artísticos, estéticos, ideológicos, políticos ou o que quer que seja. O trauma de anos e anos a ver filmes insuportáveis, que acabou num divórcio de décadas entre público e realizadores, e que também acabou por colocarem causa a justeza e necessidade da atribuição de subsídios a uma indústria cultural que parecia apostada num consistente e arrogante autismo profissional, parece, finalmente, desde há alguns anos, estar a ser ultrapassado. Ainda bem.
in 24horas, 18 de Julho de 2009