Moniz e o Benfica

A ideia de alguém presidir a um clube de futebol, seja ele qual for, parece-me sempre uma loucura, dada a falta de racionalidade e o excesso de sentimentos apaixonados que imperam neste negócio, que fazem com que o maior dos génios, o mais capaz gestor, o homem mais honesto se sujeite, a qualquer momento, ao insulto, à chacota e até à agressão física, por motivos tão aleatórios quanto uma bola entrar ou não na baliza certa. Pior que isso, só mesmo querer ser árbitro de futebol... Mas, claro, como também ninguém acredita que se vai para árbitro apenas pelo amor ao jogo do pontapé na bola, creio que ninguém acha que se tenta ser presidente de um clube de futebol apenas pelo amor à respectiva camisola. E se esse clube for o Benfica – supostamente com seis milhões de adeptos – certamente haverá seis milhões de razões para se tentar ser líder dessa agremiação. O poder, só por si, seduz. O dinheiro que, certamente, directa ou indirectamente, vem atrás desse poder também deve ajudar. A glória, que é possível de alcançar, também atrai... Portanto, será uma loucura se o já poderoso José Eduardo Moniz se arriscar? Pois, apesar de tudo, se calhar não é...
in 24horas, 18 de Junho de 2009

O Mensalão e Portugal

O mais engraçado, para os portugueses, do escândalo conhecido como Mensalão, que abala a vida política do Brasil desde há três ou quatro anos, é ele dar-nos em ponto grande várias lições para a vida política que nós, em ponto um pouco mais pequeno, já começávamos a aprender com os nossos (em comparação, dada a dimensão das coisas) escandalozinhos de trazer por casa. Uma, a única que este pequeno espaço me permite hoje referir, é que o facto de a Justiça andar a perseguir, por suspeitas de corrupção, os mais altos dirigentes de um partido de poder não querer significar uma erosão da imagem pública do seu líder máximo. Lula da Silva ganhou eleições depois do escândalo estar a ser martelado meses e meses na comunicação social mais afecta à oposição, com uma tentativa de assassinato político evidente, que aproveitava o trabalho da Justiça, para o atingir. Para além disso, internacionalmente, Lula e o próprio Brasil nunca foram tão influentes e prestigiados como agora. Como é que Lula venceu esses ataques? Essa é a parte da lição que certamente alguns dirigentes políticos cá do burgo desejarão aprender mas, se calhar, é demasiado tarde...
in 24horas, 17 de Junho de 2009

Nicolau Breyner



O 24horas publica hoje um trabalho, a propósito do facto de Nicolau Breyner ter contraído cancro na próstata – e depois de o próprio ter feito pormenorizadas declarações sobre o assunto à revista “Lux”– que serve, por um lado, para os leitores terem detalhes e pormenores sobre a forma como o actor enfrenta o problema como, por outro lado, tem uma função muito mais importante: aproveitar o aumento da curiosidade sobre um tema de saúde pública, proporcionado pelo envolvimento de uma celebridade, para esclarecer e informar sobre a forma como prevenir e tratar a doença.
O cancro na próstata atinge por ano três a quatro mil homens em Portugal. É o cancro “masculino” mais mortal no nosso país, depois do cancro do pulmão. Na maior parte das situações a sua detecção precoce permite um combate eficaz à doença e os homens afectados têm várias opções e linhas de tratamento, mais ou menos agressivas, com maior ou menor segurança de êxito, com maiores ou menores efeitos secundários posteriores a nível de incontinência urinária ou da perturbação da função sexual. Tudo isto e muito mais é explicado no artigo que faz manchete do jornal de hoje. Um serviço prestado ao leitor.
in 24horas, 16 de Junho de 2009

De que vivem eles?

O mistério – e a palavra não é excessiva – sobre como vivem economicamente muitos dos famosos ou candidatos a famosos que pululam nas festas e eventos sociais não é assunto de menor importância, como aliás quase tudo o que diz respeito ao chamado mundo cor-de-rosa. Apeça que hoje o 24horas publica sobre o tema revela padrões de comportamento, éticas e visões sobre o papel do indivíduo na sociedade de pessoas que, dada a sua presença constante na comunicação social, terão de ser classificadas como “influentes”. As suas atitudes tendem, por isso, a ser mimetizadas por outros e, até, a padronizarem- se. E se não é discutível a opção de muitos destes “papa-festas”, por ser óbvio terem uma vida organizada e estruturada onde se enquadra coerentemente a ida constante ao chamado “evento social”, outras há onde essa opção surge nitidamente como tentativa de conseguir promoção e estatuto por um caminho que não tem mérito, talento ou qualquer outra qualidade. E isto é perigoso. É perigoso para estes alpinistas sociais, que vivem uma trágico-comédia patética que acabará mal. E é perigoso para a sociedade em geral, que tende a rever-se nesta loucura.
in 24horas, 15 de Junho de 2009

O avesso do avesso

Entre a Manuela Moura Guedes e o Pedro Tadeu, ao menos este é de esquerda...
in O avesso do avesso, 5 de Junho de 2009

O jornal que quer ser uma revista

Mais de dez anos depois do seu nascimento, o 24 Horas operou uma profunda reformulação no seu formato e conteúdos, visível em banca desde o início desta semana.
Hoje o 24 Horas apresenta-se como um jornal mais próximo de uma revista. A começar pelo tamanho 25cmx35cm, quando antes apresentava um tamanho de 29cm x 37cm, mas também pelos conteúdos e a organização da equipa. A mudança, explica Pedro Tadeu, director do título, foi um processo muito “pensado e discutido” que há muito vinha a ser amadurecido no seio do jornal do grupo Controlinveste. A primeira vez que se começou a discutir a possibilidade de transformar o jornal num produto mais próximo de uma revista foi em Setembro de 2007, relembra o responsável.

24 Horas poupa 1 milhão de euros com novo formato

O 24 Horas vai assumir um novo formato “em Abril”, adiantou Pedro Tadeu, director do título, confirmando a notícia avançada no início do mês pelo M&P. O jornal, explica o responsável editorial, vai apresentar de segunda a domingo um formato reduzido “quase de revista”, em papel de jornal, agrafado, totalmente a cores. O jornal em formato e papel de revista ao fim-de-semana desaparece. De segunda a quinta, o diário apresentará uma média de 48 páginas, que aumenta para 64 páginas à sexta-feira e para 96 no fim-de-semana. Durante a semana a revista/suplemento 24 Horas Casa é extinta, mantendo-se o Bits e Bytes à sexta-feira.

O que é o jornalismo hoje e o que será amanhã?

O jornalismo está num novo momento de viragem. A realidade, actual e futura, é falada numa linguagem heterogénea de imagem, som e vídeo. As notícias são actualizadas de minuto a minuto on-line e a difusão da informação tomou dimensões, de rapidez e extensão, que necessitam de um novo olhar e de um novo tratamento. Os suportes multimédia exigem adaptações e mudanças incontornáveis na profissão. É necessário redescobrir um novo conceito, onde os vários meios de comunicação possam coexistir.

Os Gloriosos Malucos Do Râguebi Nacional, Pedro Tadeu, Director do 24 Horas

Esta crónica foi escrita pouco depois do primeiro jogo do campeonato do Mundo de Râguebi de 2007 em França, Portugal - Escócia, por uma besta (à falta de pior descrição que não soe a insultuosa) chamada Pedro Tadeu que é tão só o director do pior jornal português, ora atentem:

Jornalistas do «24 horas»
não vão a julgamento

Os dois jornalistas do «24 horas» acusados de acesso indevido a dados pessoais no caso conhecido como Envelope 9, anexado ao processo Casa Pia e envolvendo registos telefónicos de altas figuras do Estado, não vão a julgamento.

24 Horas e DN vão ser fundidos?

Joaquim Oliveira prepara 2 em 1
Leitor amigo que anda por dentro desse mundo pantanoso e pestilento do jornalismo nacional mandou-me um email onde me garante que se prepara uma grande revolução ali para os lados do Marquês de Pombal. Joaquim Oliveira já terá na mão o projecto de fusão dos jornais 24 Horas e Diário de Notícias. O produto final vai tentar deitar abaixo o Correio da Manhã, de onde vem o homem que dirigirá o fundido matutino. Como se sabe, a minha consideração pelos jornalistas portugueses é mais baixa que a barriga de um jacaré. Daí achar bem que seja o mercado, com a sua implacável lógica, a liquidar os menos aptos. E fico satisfeito com todas estas notícias, por uma razão fundamental: tornam-se ínfimas as hipóteses de o Pedro Tadeu vir a ter um busto ao lado da Capelinha das Aparições, na qualidade de mártir da Liberdade de Imprensa.
in "Máquina Zero", 22 de Fevereiro de 2007