PJ/24Horas: redacção do jornal «é um local sagrado»

Director estranha buscas da PJ.
Continuará a publicar «o que for verdade»



Pedro Tadeu, director do 24 Horas, disse ao PortugalDiário que não é claro se foi ou não constituído arguido. «Não houve nenhuma formalização no sentido de ter sido constituído arguido», explicou, «mas o mandato de busca referia-se a nós como arguidos».

Tadeu diz que vai continuar

Pedro Tadeu, director do 24 Horas, disse ao PortugalDiário que não é claro se foi ou não constituído arguido. «Não houve nenhuma formalização no sentido de ter sido constituído arguido», explicou, «mas o mandato de busca referia-se a nós como arguidos».
Pedro Tadeu, o jornalista Joaquim Eduardo Oliveira e o repórter free-lancer Jorge Van Kriken, terão sido constituídos arguidos no âmbito do caso do «envelope 9».

Joaquim Oliveira, Van Kriken e Pedro Tadeu constituídos arguidos

Jornalistas e director do «24 Horas» constituídos arguidos.
Joaquim Eduardo Oliveira, Jorge Van Kriken e Pedro Tadeu foram constituídos arguidos por «acesso indevido a dados pessoais», na sequência das buscas efectuadas ao início da tarde na sede do «24 Horas», em Lisboa. Durante a busca, que durou cerca de duas horas, as autoridades apreenderam o computador de Joaquim Eduardo Oliveira. O jornalista e um técnico informático do jornal acompanharam os investigadores até às instalações da PJ, onde será feita uma cópia do disco rígido do computador, que ficará selada e à guarda de um juiz. (A democracia segue dentro de momentos).
in "Do Melhor", em 15 de Fevereiro de 2006

Envelope 9: director do 24horas e dois jornalistas constituídos arguidos

O director do jornal "24 Horas", Pedro Tadeu, e os jornalistas Joaquim Eduardo Oliveira e Jorge Van Krieken, que escreveram notícias sobre os registos de chamadas telefónicas de várias figuras de Estado apensas ao processo Casa Pia, foram constituídos arguidos. Os jornalistas são acusados de "acesso indevido a dados pessoais".

O caso complica-se

“The plot thickens”, diriam os ingleses… Estou a falar do caso do “Envelope 9” momentaneamente esquecido dos media por causa das eleições, mas que não tardará a voltar à baila. Na sexta-feira, em plena “gran finale” eleitoral, Souto Moura foi à Comissão Parlamentar e explicou-se como pôde. Saiu-se relativamente bem - a avaliar pelas suas declarações, houve mais descaso, confusão e inabilidade do que dolo propriamente dito; mas vamo-nos apercebendo de que as coisas estão longe de estar explicadas - e provavelmente nunca estarão, até porque não é habito dos brandos costumes condenar alguém pelas trapalhadas no aparelho de Estado.

Os meus parabéns a Pedro Tadeu, director do 24 Horas...

...Pela contratação de Clara Pinto Correia como colunista do jornal. Reparem na elegância da primeira crónica da senhora nesse diário:


“É característico das publicações rascas, como este mesmo simpático pasquim, termos pouco espaço para escrever. Eles acreditam mesmo que os leitores são burros e não conseguem ler demasiadas frases seguidas, ainda por cima sem fotos incriminatórias. Resultado: precisei de uma semana para explicar por que é que aceitei o desafio do director e alinhei num órgão de comunicação social que, na opinião dos outros, quanto muito serve para limpar o rabo. Volto a insistir: é mais nobre escrever para um verdadeiro tablóide do que para um tablóide ranhoso mascarado de veículo sério(...)”
in pitau raia, 13 de Janeiro de 2006

Envelope 9 - A notícia original

Leia aqui a notícia no 24horas que deu origem ao escândalo Envelope 9 em 13 de Janeiro de 2006


CitActual - Citações de...

Nesta altura do ano (Natal) criámos esta necessidade de darmos palmadinhas nas costas uns dos outros, de nos ofertarmos como se fossemos irmãos, apesar de no resto do ano termos andado mutuamente a planear homicídios de carácter.
in Citador, itando uma frase escrita por Pedro Tadeu no 24horas de dia 24 de Dezembro de 2005

Os mistérios que abalam Portugal

Antes de Carlos Cruz trazer para Portugal “Gabriela, Cravo e Canela”, as novelas que divertiam o País eram duas: a luta política e os mistérios dos jornais. Adorei o caso do “Leão de Rio Maior”.

Se a memória não me atraiçoa – eu nessa altura tinha para aí uns 12 anos – o jornal “A Capital”, creio que através de uma reportagem de José Sarabando, futuro director do jornal, trouxe a notícia em primeira mão: umas capoeiras tinham sido atacadas na zona de Rio Maior e a criação foi selvaticamente comida. Alguém jurava que tinha visto um gato enorme. Estava feito o caso – andava um leão à solta em Rio Maior. Foi a histeria!

Todos os dias, “A Capital” e o “Diário Popular” (os jornais circunspectos acompanhavam a coisa mais à distância) disputavam “cachas” sobre o acontecimento: ou umas pegadas misteriosas, ou mais animais mortos, ou mais um velhote camponês que jurava que o tinha visto. Escreveram-se indignados editoriais ao estilo, “então as autoridades nada fazem!?”(aí, claro, os ditos jornais circunspectos fartaram- -se de brilhar). As populações diziam-se inseguras. Presidentes de câmara, governadores civis, polícias, políticos e governantes pronunciaram-se sobre o assunto ou largavam piadas. E o jornalista Fernando Pessa, da RTP, deslocou-se a Rio Maior para realizar uma reportagem a preto e branco, meio gozona, mas a deitar mais achas para a fogueira.

Ofinal é que não foi digno de novela: se não estou em erro, tudo não passava de uma matilha de cães abandonados que fazia pela vida e caçava o que encontrava.

Agora que somos um país evoluído, com TV a cores, vários canais privados, e com um único leão em Rio Maior (o cartoonista Maia, que faz o desenho desta página), há que dizê-lo: o que é esta história ao pé do mistério que nos próximos meses vai ocupar a cabeça dos portugueses? Quem matou o António? Eu aposto na criada. Mas devo estar errado.
in 24horas, 2 de Julho de 2005