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Jornalistas propõem aulas de literacia dos media no ensino público

Apresentei esta proposta ao 4.º Congresso dos Jornalistas - aprovada por larga maioria juntamente com outra parecida apresentada pelo Luís Humberto e pelo professor Manuel Pinto - e cuja ideia essencial foi incluída na resolução final aprovada por unanimidade pelos jornalistas presentes: 


Apelo dos jornalistas portugueses à introdução de uma disciplina de literacia da comunicação de massas no ensino básico 
Os jornalistas portugueses, reunidos no 4.º Congresso dos Jornalistas, recomendam à Assembleia da República e ao Governo português a tomada de iniciativas que possibilitem a criação, no sistema de ensino público básico, de uma disciplina de literacia da comunicação de massas que possa dar aos jovens portugueses competências fulcrais para lidarem responsavelmente e conscientemente com os novos sistemas comunicacionais e aumentem as suas capacidades efetivas para o exercício de uma cidadania ativa e responsável. Entre outros objetivos, pretende-se: 

Voltar a acreditar no jornalismo

A comunicação que li no 4.º Congresso dos Jornalistas Portugueses

A mentira
O jornalismo tornou-se essencial nas nossas vidas porque conseguiu fazer com que os leitores acreditassem nele. Independentemente dos projetos editoriais, dos interesses económicos, políticos ou culturais que estivessem por detrás desses projetos editoriais, o jornalismo moderno prometeu sempre procurar a verdade, jurou tudo fazer para distinguir o boato da verdadeira notícia. 
Publicar a verdade é, porém, cada vez mais difícil. 
Todos os dias jornais, rádios e televisões mostram-se decididos em ganhar em velocidade a batalha nas redes sociais. A informação é cada vez menos procurada, avaliada, verificada ou explicada; é, cada vez mais, apenas replicada, disparada. Depois, apesar da fragilidade da sua sustentação, essas “notícias” são comentadas por um exército de opinadores (onde eu me tenho incluído), de escassa diversidade e muitas vezes ausente pluralidade ideológica e cultural, que acabam por caucionar e amplificar para a opinião pública uma provável falsa realidade.
Todos os dias os jornais, em todo o mundo, estão assim a violar o compromisso com a verdade, seja em notícias muito relevantes, seja em relatos pouco importantes, e estão a deixar de ser o local onde os leitores e telespectadores conseguem distinguir o boato, exponencialmente amplificado pelas redes sociais e muitas vezes reproduzido como verdade pela imprensa, daquilo que é a verdadeira e comprovada notícia. 
Este caminho levará à vitória do facebook e à irrelevância da profissão do jornalista.