Uma parte da explicação para a descrença nos partidos do chamado arco do poder - nos quais, recorde-se, apenas 45% dos eleitores inscritos votam em legislativas - foi bem demonstrada no último fim de semana no Congresso do PSD: o que se passou naquele areópago teve pouco que ver com o comum dos mortais.
As mentes naquela sala estiveram ocupadas, no essencial, em saber como se iam distribuir os lugares disponíveis, desde o modesto assento no Conselho Nacional até à recompensadora candidatura ao Parlamento Europeu.
Graças a Marcelo Rebelo de Sousa, até esteve subliminada a discussão sobre quem poderia ali vir a ser, um dia, presidente da República.