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O Mensalão e Portugal

O mais engraçado, para os portugueses, do escândalo conhecido como Mensalão, que abala a vida política do Brasil desde há três ou quatro anos, é ele dar-nos em ponto grande várias lições para a vida política que nós, em ponto um pouco mais pequeno, já começávamos a aprender com os nossos (em comparação, dada a dimensão das coisas) escandalozinhos de trazer por casa. Uma, a única que este pequeno espaço me permite hoje referir, é que o facto de a Justiça andar a perseguir, por suspeitas de corrupção, os mais altos dirigentes de um partido de poder não querer significar uma erosão da imagem pública do seu líder máximo. Lula da Silva ganhou eleições depois do escândalo estar a ser martelado meses e meses na comunicação social mais afecta à oposição, com uma tentativa de assassinato político evidente, que aproveitava o trabalho da Justiça, para o atingir. Para além disso, internacionalmente, Lula e o próprio Brasil nunca foram tão influentes e prestigiados como agora. Como é que Lula venceu esses ataques? Essa é a parte da lição que certamente alguns dirigentes políticos cá do burgo desejarão aprender mas, se calhar, é demasiado tarde...
in 24horas, 17 de Junho de 2009

Jornalistas do «24 horas»
não vão a julgamento

Os dois jornalistas do «24 horas» acusados de acesso indevido a dados pessoais no caso conhecido como Envelope 9, anexado ao processo Casa Pia e envolvendo registos telefónicos de altas figuras do Estado, não vão a julgamento.

Vieira já é arguido no caso Mantorras

Luís Filipe Vieira já foi constituído arguido no chamado caso Mantorras, cuja transferência do Alverca para o Benfica está a ser investigada pela Polícia Judiciária (PJ). O presidente do clube da Luz junta-se a outros dois arguidos no mesmo processo, os empresários Jorge Manuel Mendes e Paulo Barbosa.

Luís Filipe Vieira constituído arguido no caso Mantorras

O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, já foi ouvido pela Polícia Judiciária no âmbito do caso Mantorras, tendo sido constituído arguido, noticia hoje o "Jornal de Notícias".

Luis Filipe Vieira e o caso Mantorras: «Nunca fui notificado»

A notícia foi lançada esta quinta-feira pelo jornal «24 Horas» e dava conta do nome de Luís Filipe Vieira, como arguido num processo que envolvia a transferência de Pedro Mantorras, realizada há 5 anos. O dirigente benfiquista não perdeu tempo e esteve já esta tarde no "Primeiro Jornal" da SIC onde desmentiu todas essas informações.

Pedro Tadeu, Envelope 9 e o embuste do século

A manchete do 24 Horas dizia: "Até os telefonemas de Sampaio foram investigados no processo Casa Pia". É falso. Nunca, em momento algum, o 24 Horas (ou fosse quem fosse) mostrou prova de que o Ministério Público e/ou a Polícia Judiciária tivessem investigado os telefonemas do então Presidente da República. A única coisa que ficou provada foi negligência por parte da Portugal Telecom, que enviou registos de milhares de telefonemas confidenciais, quando lhe tinham pedido apenas os registos de um político. Mas mesmo assim, esses registos não foram detectados pelos responsáveis pela investigação. Portanto, a manchete do jornal dirigido pelo Pedro Tadeu é falsa. Mas ninguém fala disso. Antes pelo contrário, toda a Comunicação Social alinha pelo mesmo diapasão e transforma os responsáveis por uma manchete falsa em mártires da Liberdade de Imprensa. Goebbels tinha razão.
in "Maquina Zero", 20 de Maio de 2006

Souto Moura não levanta os braços


O ex-presidente Jorge Sampaio pintou um retrato incompleto do Procurador-Geral da República quando, numa entrevista publicada no DN em vésperas da tomada de posse de Cavaco Silva, definiu José Souto Moura como um homem sério: pudemos verificar que o magistrado é, pelo contrário, uma pessoa muito afável e sorridente.

A beatificação do Pedro Tadeu

Falta pouco para que o ex-comunista Pedro Tadeu seja beatificado, como mártir da Liberdade de Imprensa. É bem feito, para um País que tem um sindicato de jornalistas cujo presidente é comunista, um clube de jornalistas onde pontificam ex-comunistas e assessores que já deixaram o jornalismo há muito bem, e uma classe jornalística que rasteja mais baixo do que a barriga de um crocodilo.
in Máquina Zero, 22 de Fevereiro de 2006

Polícia invade jornal 24horas

Como o 24horas noticiou a invasão, rusga e apreensão de computadores na sua redacção e na casa do jornalista Jorge Van Krieken, efectuadas em 15 de Fevereiro de 2006,  na sequência do escândalo Envelope 9


PJ/24Horas: redacção do jornal «é um local sagrado»

Director estranha buscas da PJ.
Continuará a publicar «o que for verdade»



Pedro Tadeu, director do 24 Horas, disse ao PortugalDiário que não é claro se foi ou não constituído arguido. «Não houve nenhuma formalização no sentido de ter sido constituído arguido», explicou, «mas o mandato de busca referia-se a nós como arguidos».

Joaquim Oliveira, Van Kriken e Pedro Tadeu constituídos arguidos

Jornalistas e director do «24 Horas» constituídos arguidos.
Joaquim Eduardo Oliveira, Jorge Van Kriken e Pedro Tadeu foram constituídos arguidos por «acesso indevido a dados pessoais», na sequência das buscas efectuadas ao início da tarde na sede do «24 Horas», em Lisboa. Durante a busca, que durou cerca de duas horas, as autoridades apreenderam o computador de Joaquim Eduardo Oliveira. O jornalista e um técnico informático do jornal acompanharam os investigadores até às instalações da PJ, onde será feita uma cópia do disco rígido do computador, que ficará selada e à guarda de um juiz. (A democracia segue dentro de momentos).
in "Do Melhor", em 15 de Fevereiro de 2006

Envelope 9: director do 24horas e dois jornalistas constituídos arguidos

O director do jornal "24 Horas", Pedro Tadeu, e os jornalistas Joaquim Eduardo Oliveira e Jorge Van Krieken, que escreveram notícias sobre os registos de chamadas telefónicas de várias figuras de Estado apensas ao processo Casa Pia, foram constituídos arguidos. Os jornalistas são acusados de "acesso indevido a dados pessoais".

O caso complica-se

“The plot thickens”, diriam os ingleses… Estou a falar do caso do “Envelope 9” momentaneamente esquecido dos media por causa das eleições, mas que não tardará a voltar à baila. Na sexta-feira, em plena “gran finale” eleitoral, Souto Moura foi à Comissão Parlamentar e explicou-se como pôde. Saiu-se relativamente bem - a avaliar pelas suas declarações, houve mais descaso, confusão e inabilidade do que dolo propriamente dito; mas vamo-nos apercebendo de que as coisas estão longe de estar explicadas - e provavelmente nunca estarão, até porque não é habito dos brandos costumes condenar alguém pelas trapalhadas no aparelho de Estado.

Apelo

A história de amor, dedicação e esforço para melhorar a vida do agente Dinis, o homem morto com 24 balas a semana passada na Cova da Moura, é comovedora. Não sei porque sucessivos governos não tratam bem os polícias. Uns diziam que era a esquerda que tinha um complexo antiautoridade. Outros que os governos de direita são autistas às organizações sindicais destas forças. Não sei. Sei que é incrível andarmos todos descansados em relação ao assunto e eles, nas ruas, a morrerem por nós.
in 24horas, 22 de Fevereiro de 2005

Obrigado

O agente Dinis tinha como missão combater o crime numa zona onde há gente capaz de enfiar 24 balas no corpo de alguém. O agente Dinis aceitou fazer essa tarefa em troca, para aí, de uns 120 contos por mês. 
agente Dinis ia num carro para a zona onde há gente capaz de enfiar 24 balas no corpo de alguém. Levava uma pistola, um cassetete e um colega. Se quisesse ter um colete à prova de tiros, tinha de o comprar. Custa, para aí, uns 140 contos. 
agente Dinis visitava a terra nas folgas. Depois de escapar vivo a alguém que lhe podia enfiar 24 balas no corpo, ia matar-se a trabalhar no campo para ajudar a mãe, que recebe uma pensão de viuvez de, para aí, uns 20 contos por mês. 
agente Dinis, que enfrentava quem quisesse enfiar-lhe 24 balas no corpo, tinha fé no futuro. Queria casar, alargar a família, tomar conta de mais pessoas, apesar de já tomar conta de nós. Era tudo uma questão de arranjar mais uns, para aí, 50 ou 60 contos por mês. 
agente Dinis morreu com 24 balas no corpo. Podemos, simbolicamente, mostrar o nosso agradecimento. Ajudando um pouco aqueles que o seu coração queria amparar, como nos amparou a nós por causa da profissão. Se comprou este jornal, obrigado.
in 24horas, 18 de Fevereiro de 2005

Serenidade

Passaram dois anos desde o dia em que Carlos Cruz foi preso, momento a partir do qual se desencadeou uma série de factos que abriram uma verdadeira crise na Justiça portuguesa. Há ainda muito por saber em relação a culpados e inocentes neste caso. Mas já repararam que desde que o processo se tornou público, desde que os jornalistas puderam assistir ao trabalho da Justiça em tribunal, sem defrontar segredos nem subterfúgios, anda tudo muito mais sereno? É que as coisas secretas são mesmo perigosas.
in 24horas, 31 de Janeiro de 2005