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Combater pela liberdade a dar tiros à liberdade

Infetamos de paixão, de ideologia e de religião o debate sobre a resposta europeia ao terrorismo, a caminho da legitimação de uma deriva securitária que fará de todos nós uns prisioneiros do aparelho policial e militar que, cinicamente, se montará para defender a liberdade europeia. Estamos, portanto, lixados.

O combate ao terrorismo islâmico na Europa, tal como a luta contra qualquer forma de crime organizado, passa por coisas óbvias, corretas: detetar e eliminar a circulação ilegal de armas na Europa; partilhar informações entre polícias; recusar pagar raptos a terroristas; estancar fontes de financiamento destas organizações; restabelecer medidas básicas de segurança civil aplicadas durante décadas de atentados frequentes na Grã-Bretanha, Espanha, Alemanha e Itália quando o IRA, a ETA, o Baader-Meinhof, inúmeros grupos radicais (alguns a soldo de serviços secretos ocidentais) e a máfia abatiam pessoas ou faziam explodir bombas nas ruas.

Eu também sou Charlie mas não vou com a manada

Defendem o direito de publicar um cartoon de Maomé, nu, genitais à mostra, rabo espetado com uma estrela no cu mas convivem com a lei que promete três anos de cadeia a quem injurie o Presidente da República.

Gritam pela liberdade de imprensa mas só reconhecem o direito de ser jornalista a quem o Estado e a elite da classe aceitem passar um cartão profissional.

São cúmplices por inação da opacidade informativa do governo, da Comissão Europeia, das autarquias, da justiça, dos bancos, das grandes empresas, dos clubes, dos falsos ricos, de uma hipócrita e ideológica noção de reserva da vida privada utilizada como álibi para não dar notícias.