O lugar na História de Cavaco Silva

Cavaco Silva tem um lugar de destaque na História ou, apenas, merecerá no futuro uma referência secundária?
No PSD, apesar de ter sido o seu líder com mais êxito político, pois foi o que assegurou ao partido o maior período de acesso ao poder executivo, nunca conseguiu ocupar o lugar dado pelo carisma, visão política, coragem e coerência ideológica de Francisco Sá Carneiro. Basta ouvir qualquer militante social-democrata, mesmo muito jovem - e não só os Pedros Santanas Lopes desta vida -, para perceber como essa decisiva influência perdura ao longo do tempo.
Como primeiro-ministro não é a sua actuação como governante que explica, nesse tempo, o inegável desenvolvimento económico de Portugal. Pelo contrário, muitas das suas opções são hoje postas em causa, a começar pelo próprio Cavaco Silva quando, por exemplo, critica agora a aposta no betão, o excesso de

Sócrates, o adorador de Chico Buarque

José Sócrates esteve com Chico Buarque... Ao ser desmentida a notícia, dada por fonte oficial, de que o músico pedira para conhecer o chefe do Governo português, foi a gargalhada. A credibilidade do primeiro-ministro sai outra vez chamuscada, a evidente falta de sentido de Estado da gente que o rodeia - para não dizer do próprio - fica comprovada. Mas não acho que esteja aí o busílis da questão...
Este Chico Buarque é o letrista que em 1975 saudou entusiasmado a nossa Revolução dos Cravos e, depois, lhe fez o funeral ao mudar o texto de "Tanto Mar" para proclamar, triste: "já murcharam tua festa pá" e "ainda guardo renitente um velho cravo para mim".
Este Chico Buarque é o músico que veio tocar a uma Festa do Avante!, do PCP. Este Chico Buarque é o escritor que visita com frequência Fidel Castro em Cuba. Este Chico Buarque é o cantor que, sobre uma "Morena de Angola" a declara "bichinha danada, minha camarada do MPLA". Este Chico Buarque é o